Descrição: Caravela em filigrana de prata (?) dourada de proporções incorrectas aplicada sobre conta esférica vazada, aparafusada à base rectângular (espécie de pelinto) com quatro pés de bola (contas grandes) vazadas. Esta base, assim como a peça na sua totalidade, é guarnecida por espiras e motivos de plumagens em voluta, apresentando em cada uma das quatro faces laterais aplicação de rosácea de oito pétalas rendadas, bordejadas por frisos de botões de grânulo e canulado em espiral relevados. Da face superior desta sobressaem armadas, na vertical e de ambos os lados da conta aparafusada, quatro volutas centradas por rosácea de oito pétalas, simulando ondas do mar, fixas à base por cravos. A caravela, com casco disforme de linhas desproporcionadas, apresenta de um dos lados aplicada, a cruz de Cristo esmaltada a encarnado e branco e à proa e pôpa, presas por cabos aos respectivos mastros, duas âncoras com rosácea de decoração idêntica às ondas da base. Destacam-se 3 mastros verticais (o central com cinco velas quadrângulares e pavilhão, e os restantes com 1 e 2 velas quadrângulares e pavilhão) um à proa com vela (?) enrolada e outro à popa com vela latina disforme. Em todas as velas e pavilhões está aplicada a cruz de Cristo esmaltada a encarnado e branco, assim como todos os mastros (entre si ligados por cabo em torçal de fio duplo) são rematados por bolas (contas ) vazadas.
Incorporação: Secção de Etnografia da Exposição do Mundo Português em 1940