Ventó

  • Museu: Museu Nacional Soares dos Reis
  • Nº de Inventário: 41 Mob CMP/ MNSR
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 17
  • Suporte: Madeira de teca
  • Técnica: Embutidos de diferentes madeiras; cobre dourado recortado e cinzelado.
  • Dimensões (cm): Alt. 34,3 x Larg. 30,8 x Prof. 41,5
  • Descrição: Ventó com porta de abertura lateral, tendo no interior cinco gavetas de diferentes dimensões (2+2+1). Apresenta em todas as faces, excluíndo a posterior, trabalho de embutidos em diferentes tipos de madeira, marfim, e osso tingido de verde. A fixação dos embutidos é feita por pinos de madeira. Apresenta grande exuberância ornamental, em composição de carácter naturalista com diversidade de animais, como águias bicéfalas coroadas, pavões, coelhos e várias espécies vegetais dispostas em círculos, estas com marcada tendência para a estilização. Verifica-se uma predominância para a flor de lótus, também estilizada. O motivo central, constante em todas as superfícies é a árvore da vida, representada saíndo de um vaso. Dispostos simetricamente em relação a este eixo central estão colocados os leões afrentados, coelhos em movimento, pavões (na face interior da porta) e águias bicéfalas coroadas. Encontra-se ainda um quadrifólio, disposto em frisos quadrangulares delimitando as composições, e ainda delimitando o interior da porta. Os elementos metálicos, em cobre dourado, recortado e vazado, têm grande presença ornamental e encontram-se dispostos na caixa através de um grande espelho da fechadura, com representação gravada do pavão e leão, dobradiças na porta com prolongamento para a ilharga, argola superior com enrolamentos, cantos protectores, e puxadores de gavetas compostos por pequenos botões de margarida com argolas. A obediência decorativa em relação a um eixo central representado no vaso florido, a movimentação animal, a representação frontal dos pavões e águias bicéfalas, a exuberância do elemento vegetal e por último a inserção do elemento colorido, revelam a presença de artistas da Índia Mogol.
  • Origem/Historial: Júlio Eugénio Ferreira Ozório legou a sua galeira de pinturas ao Museu Municipal do Porto em 1911. Com a colecção de 113 pinturas foram também legadas duas peças de mobiliário (Ventó e Papeleira com alçado Inv. 59 Mob CMP/ MNSR). Júlio Ozório faleceu em 12/08/1912 e as peças deram entrada no Museu Municipal em 04/08/1913. As peças de mobiliário possuem marcas no verso: na zona superior de cada corpo, um papel manuscrito apresenta a seguinte inscrição "Legado ao Muzeu por Júlio Eugénio Ferreira Ozório, falecido em 12 d'Agosto de 1912 - Recebido em 4-8-913". As peças foram incluídas no inventário geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39 cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o disposto no Decreto Lei 27/879 de 21/07/1937.
  • Incorporação: Depósito da Câmara Municipal do Porto no Museu Nacional de Soares dos Reis.
  • Centro de Fabrico: Índia

Bibliografia

  • AAVV - Museu Nacional de Soares dos Reis: Roteiro da Colecção. Lisboa: IPM, 2001.
  • Japan World Exposition, Osaka, 1970. Official Photo Album, Exhibition of Fine Arts. Osaka: 1970
  • SILVA, Maria Madalena Cagigal - A Arte Indo-Portuguesa. Lisboa: Edições Excelsior, 1966
  • CRESPO, Hugo Miguel, A Índia em Portugal, um Tempo de Confluências Artísticas (Cat. Exp.) Museu Nacional Soares dos Reis. Porto, Ed. Bluebook. 2021

Exposições

  • Japan World Exposition, Exhibition of Fine Arts

    • Japan: Osaka
    • Exposição Física
  • Exposição de Longa Duração MNSR

    • Exposição Física
  • A Índia em Portugal, um tempo de confluências artísticas

    • Museu Nacional de Soares dos Reis
    • 8/5/2021 a 30/5/2021
    • Exposição Física

Multimédia

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