Prato de água quente

  • Museu: Museu Nacional Soares dos Reis
  • Nº de Inventário: 1919 Cer CMP/ MNSR
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1750/1775
  • Técnica: Porcelana moldada, com decoração pintada sobre o vidrado a amarelo, rosa, verde, azul, roxo, vermelho ferro, dourado e preto
  • Dimensões (cm): Comp. 27,8 x Alt. 5,2 x Larg. 23,8
  • Descrição: Prato octogonal, moldado, de covo acentuado, bordo recortado nos cantos, com fundo duplo para conter a água quente, com uma pega de cada lado, sendo uma aberta para deitar líquido e a outra com dois pequenos orifícios laterais. Porcelana branca com decoração da "família rosa" pintada sobre o vidrado a rosa, verde, amarelo, vermelho ferro, azul, roxo, preto e dourado. Fundo decorado com ramo de flores atado com fitas e laço, no centro, rodeado por quatro raminhos de flores. Na separação do covo com a aba, cercadura em cadeia de elos ovais ligados por losangos, na qual se abre a representação das armas de José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Mello, prolongando-se pela aba e covo. Aba decorada com grinalda ondulante de pequenas flores e folhas, entrelaçada com outra de pontas de seta. Junto ao bordo, entre filetes pretos e dourados, grinalda de motivos vegetais estilizados assemelhando-se a pontas de lança.
  • Origem/Historial: José Mascarenhas Pacheco Pereira Coelho de Melo, para quem este serviço foi feito, nasceu em 1722 e morreu em 1788. Era Fidalgo da casa Real, Doutor em leis pela Universidade de Coimbra e teve vários cargos importantes na administração de Pombal e no Brasil, onde fundou a Academia Brasileira dos Renascidos na Baía. O serviço a que deve ter pertencido esta peça encontra-se disseminado por várias colecções públicas e privadas, quer em Portugal, quer no Brasil (Museu Nacional de Arte Antiga, Col. Conde de Folgosa, etc.). O acervo do Museu Municipal do Porto foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o disposto no Decreto-Lei 27.879 de 21 de Julho de 1937. Previamente, em 1938/39, foi feito um inventário geral, do qual consta esta peça, sem indicação de proveniência. Consta ainda de um inventário parcial, feito em 1919 (inv. parcial nº5), também sem indicação de proveniência. Esta peça foi depositada na Casa do Infante, integrando a respectiva musealização, em 7 de Fevereiro de 2005.
  • Incorporação: Depósito da Câmara Municipal do Porto no Museu Nacional de Soares dos Reis
  • Centro de Fabrico: China

Bibliografia

  • BRANCANTE, E.F. - O Brasil e a Cerâmica Antiga. S. Paulo: 1981
  • CASTRO E SOLLA, Conde de - Ceramica Brazonada. Lisboa: Of. Graf. do "Museu Comercial", 1928
  • CASTRO, Nuno de - A Porcelana Chinesa e os Brasões do Império. Porto: Livraria Civilização, 1987
  • DREYFUS, Jenny - Louça da Aristocracia no Brasil. Rio de Janeiro: Monteiro Soares, 1982

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