Técnica: Tecido: lhama.
Galão bordado e galão tecido.
Forro: tafetá.
Bordado directo, com diversos pontos de bordado a ouro.
Dimensões (cm): Alt. 112 x Larg. 73; 48,5
Descrição: Casula de forma ligeiramente recortada na frente, com as costas a direito, e base com os cantos arredondados.
Em lhama de seda branca, prateada, apresenta uma decoração exuberante, num bordado a fio metálico dourado, que a preenche integralmente, numa variedade de motivos estilizados de inspiração floral, fitomórficos, concheados e entrelaçados.
Neste traçado destacam-se os sebastos, em forma de cruz na frente e em pilar nas costas, sublinhados por um galão bordado. Com idêntico galão é também definido o decote em bico, francamente mais pronunciado na frente, onde se apresenta truncado. Na bordadura tem como remate um galão de passamanaria dourado, estreito, rendado no lado exterior.
O forro é em seda branca (não é original).
Origem/Historial:
Paço episcopal do Porto? Poderá ser a Casula dourada e relevada, referida no Arrolamento dos Bens do Paço, de 1915, na sequência da Lei de Separação do Estado e da Igreja, como tendo sido do bispo D. José Maria da Fonseca e Évora.
Entrou no MNSR, como depósito da CMP, após a extinção do Museu Municipal.
O acervo do Museu Municipal do Porto foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o disposto no Decreto-Lei 27.879 de 21 de Julho de 1937. Previamente, em 1938/39, foi feito um inventário geral, do qual consta esta peça, sem indicação de proveniência. Não consta de nenhum inventário parcial da CMP.
No entanto, devemos registar o seguinte:
O Paço Episcopal do Porto com o seu recheio, foi nacionalizado aquando da instauração da República. O edifício foi alugado pelo Estado à CMP, que aí permaneceu por 50 anos até estar concluído o actual edifício dos Paços do Concelho.
O recheio permaneceu no edifício do antigo Paço Episcopal.
Em meados do séc. XX, o mesmo Estado, decidiu depositá-lo no Museu Soares dos Reis sob a direção de Vasco Valente.
É pois digno de nota e perplexidade, que esta peça, que tudo indica seja a mesma que consta do Arrolamento do Recheio do Paço, de 1915, não tenha transitado para o MNSR, juntamente com as outras peças da mesma proveniência, em meados do séc XX, e tenha entrado aproximadamente na mesma época, mas...como depósito da Câmara Municipal do Porto, que nunca foi proprietária do recheio do Paço, apenas tendo sido inquilina do Estado Português, quando por vários anos ficou instalada naquele edifício, após a nacionalização operada em 1911 (MLG 2023)
Incorporação: Depósito da Câmara Municipal do Porto no Museu Nacional de Soares dos Reis.
No entanto, devemos registar o seguinte:
O Paço Episcopal do Porto com o seu recheio, foi nacionalizado aquando da instauração da República. O edifício foi alugado pelo Estado à CMP, que aí permaneceu por 50 anos até estar concluído o actual edifício.
O recheio permaneceu no edifício do antigo paço episcopal.
Em meados do séc XX, o mesmo Estado, decidiu depositá-lo no Museu Soares dos Reis sob a direção de Vasco Valente.
No entanto esta peça, que tudo indica seja a mesma que consta do Arrolamento do Recheio do Paço, de 1915, não transitou juntamente com as outras peças do Paço, e entrou no MNSR aproximadamente na mesma época, mas...como depósito da Câmara, a qual nunca foi proprietária do recheio (MLG 2023)
Bibliografia
Catálogo da Exposição das Artes Decorativas dos Séculos XVII e XVIII, XVI Congresso Internacional de História de Arte. Porto: Museu Nacional de Soares dos Reis, 1949
VALE, Teresa Leonor M., As encomendas de arte italiana de D. Fr. José Maria da Fonseca Évora (1690-1752). www.cepesepublicacoes.pt/portal/pt/obras/a encomenda. o artista. a obra/as encomendas de arte italiana de fr jose maria da fonseca evora - 1690-1752
Exposições
Exposição de Artes Decorativas dos Séculos XVII e XVIII. XVI Congresso Internacional de História de Arte