Escritório

  • Museu: Museu Nacional Soares dos Reis
  • Nº de Inventário: 6 Mob CMFC
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 17
  • Suporte: Madeira lacada
  • Técnica: Madeira lacada (urushi), decoração em pó de ouro (maqui-é), incrustações em madrepérola (raden)
  • Dimensões (cm): Alt. 34, 5 x Larg. 35, 3 x Prof. 42,8
  • Descrição: Escritório de forma paralelipipédica, com rebordos salientes, incompleto, com ausência da porta de abater. Apresenta oito gavetas de dimensões diferentes (2+ 4 iguais entre si). A gaveta central tem apresentação vertical, com a forma de um pórtico de características renascentistas: arco de volta inteira com duas colunas adossadas apresentando base, fuste e capitel. Madeira lacada de castanho, decoração em pó de ouro (maqui-é), embutidos em madrepérola (raden). A face superior apresenta-se bastante danificada, com perda significativa de materiais. Ferragens de cobre dourado gravado: duas argolas laterais nos cantos e rebordo superior, e escudetes das gavetas formadas por argolas sobre botão. O espelho de fechadura central é posterior. A decoração das superfície apresenta uma fusão de elementos vegetais, animais e geométricos. Bandas de embutidos de madrepérola em frisos de madrepérola e cruzamentos lineares, delimitam e separam as superfícies de decoração, essencialmente vegetalista. Na face superior distinguem-se quatro pássaros entre camélias. Lateralmente apresenta igualmente dois pássaros e várias espécies florais, assim como nas gavetas, que apresentam espécies botânicas variáveis. Nos rebordos salientes que delimitam as gavetas e restantes superfícies apresenta um ornato constante em espiral presente nas lacas de exportação Namban.
  • Origem/Historial: A Casa-Museu Fernando de Castro foi a residência de Fernando de Castro (1888-1946), negociante, poeta, caricaturista e coleccionador. Durante a sua vida reuniu um número significativo de peças e decorou a sua casa, com o objectivo de nela criar um museu. Tendo falecido sem ter concretizado essa intenção, sua irmã e única herdeira, Maria da Luz de Araújo e Castro, veio satisfazer este desejo através da doacção feita por ela ao Estado do imóvel e recheio da actual Casa-Museu Fernando de Castro. Pelo decreto-lei n.º 385/60, publicado no Diário de Governo, n.º 261 - 1ª série, de 15 de Dezembro de 1951, passou a Casa-Museu Fernando de Castro a ficar anexa ao Museu Nacional de Soares dos Reis que tomou conta da sua administração em 22 de Abril de 1952.
  • Incorporação: Doação de Maria da Luz de Melo e Castro, irmão do colecionador Fernando de Castro.
  • Centro de Fabrico: Japão

Bibliografia

  • A Arte e o Mar [Cat. Exp.]. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1998
  • IMPEY, Oliver - in O Mundo da Laca 2000 anos de História, [Cat. Exp.]. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001
  • Via Orientalis [Cat. exp.]. AAVV. Bélgica: Fund. Europália/Fund. Oriente, 1991

Exposições

  • Via Orientalis (Europália 91)

    • Bélgica: Bruxelas, Galeria CGER
    • 24/9/1991 a 15/12/1991
    • Exposição Física
  • A Arte e o Mar

    • Portugal: Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian
    • Exposição Física
  • Exposição de Longa Duração MNSR

    • Exposição Física

Multimédia

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