Técnica: Faiança rodada, com esmalte estanífero azul turquesa e decoração esponjada a vinoso
Dimensões (cm): Alt. 27,8 x Larg. 18 x Diâm. 13
Descrição: Cafeteira rodada, de bojo periforme, arredondado na parte inferior, com o colo alto e assente sobre um pé alto, tronco-cónico, com estrangulamento na ligação ao bojo. Asa elevada, de forma auricular, apoiada no colo e no bojo e bico em oposição à asa, levantado e contracurvado, com o remate superior em cabeça de animal. Tampa de encaixe em calote rebaixada, com a aba estreita e revirada para o exterior e pega em forma de botão achatado e elevado no centro.
Faiança com esmalte turquesa e decoração esponjada a vinoso.
Origem/Historial: O Museu Industrial e Comercial do Porto foi criado por Decreto de 24 de Dezembro de 1883, mas só foi inaugurado em 1886. Estava instalado no antigo Circo Olímpico, no recinto do Palácio de Cristal e foi seu Director e Conservador Joaquim de Vasconcelos. Foi extinto em 1899 e em 1932 o seu espólio encontrava-se armazenado no Palacete Braguinha, em S.Lázaro, e no Instituto Comercial, na Rua de Entreparedes.
O Decreto 21504 de 25 de Julho de 1932, que reestrutura o Museu Soares dos Reis, dando-lhe a categoria de Nacional, diz no seu Artº 3º: "Fica o Director do Museu Nacional de Soares dos Reis autorizado a escolher do antigo Museu Industrial e Comercial do Porto as peças de cerâmica que pelo seu valor artístico julgue dignas de figurarem nas colecções daquele Museu."
Em Fevereiro de 1933, depois da selecção feita por Vasco Valente, estas peças dão entrada no Museu.
Mais tarde, em 1940, também dão entrada a colecção de rendas e alguns ferros forjados.
Incorporação: Transferido do antigo Museu Industrial e Comercial do Porto
Centro de Fabrico: Aveiro
Bibliografia
Faiança Portuguesa. Catálogo - Guia. 2ª ed.: M.N.S.R., 1948
VALENTE, Vasco - O Museu Nacional de Soares dos Reis (Antigo Museu Portuense). Relatórios de 1933 e 1934, apresentados ao Conselho Superior de Belas Artes pelo seu Vogal correspondente e Director do Museu (...). Porto: Tip. Gonçalves & Nogueira, 1936