Técnica: Faiança com esmalte estanífero branco e decoração relevada e pintada a azul
Dimensões (cm): Alt. 108
Descrição: Talha de grandes dimensões, moldada, com o bojo periforme, com a parte superior arredondada e mais larga do que a inferior, que é reentrante, colo elevado, cilíndrico e ligeiramente estrangulado, assente sobre base revirada para o exterior, boleada, com duas asas laterais apoiadas na parte superior do bojo, enroladas em voluta e tampa de encaixe em cúpula com o bordo saliente e pega em forma de tulipa.
Faiança de fundo azul escuro, com decoração relevada em branco. Parte superior do bojo decorada com quatro elementos vegetais em relevo enrolados em espiral com um quadrifólio central dentro de cada um; parte inferior do bojo e colo decorados com barra contínua de folhas de acanto em relevo, abrindo-se na frente, junto à base, um orifício para saída do líquido contido na talha, que constitui a boca de um mascarão. Tampa decorada com os mesmos motivos vegetais enrolados do bojo.
Origem/Historial: Esta peça faz parte do conjunto que pertenceu à colecção Barros, leiloada no Porto em 3 de Maio de 1947 e que foi comprado pela Direcção-Geral da Fazenda Pública.
Por despacho do Ministro das Finanças de 30 de Junho de 1947, uma parte foi cedida ao Museu Nacional de Soares dos Reis, sendo feito o Auto de Entrega ao mesmo Museu pela Direcção de Finanças do Distrito do Porto em 4 de Abril de 1948.
Incorporação: Aquisição através da Direcção Geral da Fazenda Pública
Centro de Fabrico: Gaia (?)
Bibliografia
BRANCANTE, E.F. - O Brasil e a Cerâmica Antiga. S. Paulo: 1981
Catálogo dos objectos de arte (...) que constituem a (...) Colecção Barros para vender no Leilão que terá início em 3 de Maio de 1947 no Palacete da Rua de Cedofeita, 379 Porto. Lisboa: Casa Liquidadora Leiria e Nasc