Santa Ana, a Virgem e o Menino
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Museu: Museu do Abade de Baçal
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Nº de Inventário: 1040
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Escultura
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 18
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Técnica: Madeira entalhada, estofada e policromada
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Dimensões (cm): Alt. 67 x Larg. 42,5 x Prof. 28
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Descrição: Escultura em madeira estofada e policromada, imbuída de cânones arcaizantes que representa três figuras: Santa Ana, a Virgem e o Menino. Este tipo de representação das Santas Mães era muito frequente durante a Idade Média. A flexibilidade com que os artistas variavam a escala das figuras prendia-se com o valor simbólico da representação em detrimento da visão realista e objectiva: contudo, nesta peça, o hieratismo medieval é substituído pela interpretação naturalista, acentuando a envolvência afectiva da Família da Virgem. Nesta obra denota-se a habilidade do escultor que utilizou um único lenho, bifurcado, para a composição das figuras principais. A sua base, maciça e compacta, mantém a forma do cepo original, e é composta por oito querubins com cabelos castanhos, pele clara, faces rosadas e rechonchudas (quatro de cada lado) que espreitam entre espessos turbilhões de nuvens. Sobre a base, do lado esquerdo, ergue-se a Virgem, com cabelos castanhos ondulados de pele clara e faces rosadas, aparecendo ricamente vestida, numa visão quase profana e cortesã pela opulência das vestes, polícromas (em tons de azul, vermelho, verde e com decoração dourada) e pelo cuidado do penteado. A seu colo, o Menino nu de pele rosada está esculpido numa peça extensa e tem o braço direito partido, debruça-se para a Santa Ana que aparece majestaticamente sentada e encontra-se do lado direito da composição, amparando-o com a mão direita e com a mão esquerda segura cachos de uva, numa alusão ao futuro sacrifício do Redentor. A Santa Ana tem cabelos castanhos, pele clara e faces rosadas. Apresenta um toucado, sobre a cabeça, de cor branca com faixa dourada a debruar, e vestes de tons alaranjados, verdes e dourados. Tem o indicador da mão direita partido. As vestes, das duas mulheres, são debruadas por pequenas incisões circulares assim como os motivos florais que as decoram. O movimento é sugerido pelo voltear das vestes das Santas Mulheres e pelo debruçar da criança.
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Incorporação: Fundo Antigo do Museu
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Bibliografia
- Instituto Português de Museus - Roteiro do Museu do Abade Baçal - Bragança. [s. l.]: 1994