Leito brasonado

  • Museu: Museu do Abade de Baçal
  • Nº de Inventário: 96
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 17
  • Dimensões (cm): Comp. 207 x Alt. 215 x Larg. 148
  • Descrição: Cama em pau santo com quatro pés de base quadrangular que se prolongam em colunas torneadas com bolbos e bolachas terminando em forma de pináculo e cabeceira dividida em quatro registos. O primeiro registo decorado com dez colunas torneadas com bolachas e bolbos. O segundo registo, também, decorado com dez colunas torneadas com bolachas e bolbos. O terceiro registo com pequeno entablamento onde estão representados, nos extremos esquerdo e direito, dois leões e duas pombas e ao centro um querubim rodeados de folhas de acanto, símbolo da imortalidade. O quarto registo integra a cabeceira da cama, parte por excelência carregada de simbolismo e com referências ao seu proprietário. Ao centro, em baixo, tem uma abertura em forma de rectângulo moldurado por pequenas folhas onde passa no seu interior travejamento torneado com bolbos e bolachas em número de quatro. De cada um dos lados, ao nível do travejamento, um leão afrontado com um putto. O leão é símbolo da ressureição de Cristo na ideia de renovação da vida, representa o contraste entre a natureza divina e humana, pois a parte dianteira suscita a impressão de força imponente, ao passo que a parte posterior parece, em comparação, muito fraca. No cimo da cabeceira, ao centro, ostenta o brasão episcopal de D. João Franco d' Oliveira, 19 º Bispo de Miranda (1701/1715). O brasão é em forma de escudo esquartelado e tem no primeiro quartel duas cabras dos Cabrais em banda; no segundo quartel o leão dos Silvas; no terceiro a oliveira dos Oliveiras; e no quarto palas, e sobre elas uma banda dos Francos. O brasão é encimado por cruz Patriarcal (podendo ser de Bispo ou Arcebispo) e chapéu de Bispo com duas borlas de cada lado, deveria contudo apresentar três. A rodear o brasão grandes folhas de acanto barrocas enroladas em amplas volutas e esculpidas em relevo muito saliente e algumas flores que parecem ser camélias (conotadas com a fé) encimadas por uma pomba em cada extremidade. A cabeceira é rematada por sete pináculos torneados com bolachas e bolbos e em cada lado da cabeceira um bolbo em forma de pináculo.
  • Incorporação: Fundo Antigo do Museu

Bibliografia

  • ALVES, Francisco Manuel, Abade de Baçal - Bragança: Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo II. [s.l.]: C.M.B./ I.P.M., 2000
  • ALVES, Francisco Manuel, Abade de Baçal - Bragança: Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança, Tomo VI - Os Fidalgos. [s.l.]: C.M.B./ I.P.M., 2000
  • Instituto Português de Museus - Roteiro do Museu do Abade Baçal - Bragança. [s. l.]: 1994

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