Leque/Feminino

  • Museu: Museu Nacional do Traje
  • Nº de Inventário: 30682/1
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Traje
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1850/1870
  • Técnica: Marfim inciso; marfim relevado; marfim vazado; papel pintado; cetim.
  • Dimensões (cm): Alt. 27,5 x Larg. 52
  • Descrição: Leque oriental (leque Mandarim, de Mil Faces ou de Cabecinhas) com guardas e varetas de marfim. Guardas com trabalho inciso e em relevo representando figuras humanas, pagodes e motivos vegetalistas. Varetas com trabalho vazado e inciso representando motivos idênticos. Folha de papel pintado em tons policromos representando cenas de interior e de exterior e figuras humanas com cabeças de marfim pintadas e indumentária executada com tecidos de cetim de seda. Anilha de metal dourado, com aplicação de madrepérola no eixo. Aplicação de cordão e borla de fio de seda vermelho.
  • Origem/Historial: Os designados Leques Mandarim são também conhecidos por Leques de Cantão, leques de Mil Faces ou Leques de Cabecinhas, devido à sua origem e decoração. Eram quase exclusivamente feitos para exportação para o mercado europeu através do porto de Cantão (actual Guangzhou). São conhecidos exemplos de leques chineses de exportação na Europa a partir de finais do século XVII mas é apenas a partir de meados do século XIX que os leques Mandarim são adoptados e tornam-se populares entre as senhoras que apreciam o exotismo representado nos trajes, penteados, arquitecturas e paisagens. Na China, os leques eram usados quer por homens quer por mulheres. O termo “Mandarim” refere-se ao oficial militar ou civil da China imperial. Foi inicialmente usado pelo colecionador Albert Jacquemart (1808-1875) para descrever peças chinesas, nomeadamente a popular porcelana e cerâmica de exportação no século XIX decorada com figuras de mandarins em painéis guarnecidos com flores e outros ornamentos. O termo “Mandarim” é hoje um termo comercial para designar quaisquer peças chinesas de exportação com decoração similar e influenciada pela porcelana chinesa, em particular a porcelana da “Família Rosa” com representação de figuras chinesas em diversas cenas, paisagens e interiores. Os leques Mandarim são montados com guardas e varetas lacadas de preto, dourado ou vermelho, marfim ou sândalo trabalhado, madrepérola, tartaruga ou filigrana de prata esmaltada. Nos leques mandarim, é aplicada na estrutura uma folha dupla de papel pintada em ambas as faces com decoração policroma, representando figuras chinesas numa paisagem ou arquitectura, pavilhões, interiores palacianos e de corte, símbolos ou flores. As cenas são frequentemente inspiradas em cenas da vida na corte, histórias populares, literatura e acontecimentos históricos. As figuras são representadas com caras aplicadas de marfim, daí o designativo “leques de mil faces”, vestidas com roupas pintadas em grande detalhes ou com aplicação de sedas coloridas. A cena é usualmente emoldurada com motivos florais e simbólicos.
  • Incorporação: Fernanda e Fernando Campos
  • Centro de Fabrico: China

Exposições

  • Do Chapéu e do Leque: Função e Simbolismo_MChapelaria

    • S. João da Madeira, Museu da Chapelaria
    • 25/6/2021 a 13/2/2022
    • Exposição Física
  • Na Senda dos Leques Orientais

    • Museu do Oriente, Lisboa
    • Exposição Física
  • Os Leques

    • Exposição Online

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