Leque/Feminino

  • Museu: Museu Nacional do Traje
  • Nº de Inventário: 37239
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Traje
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1860/1880
  • Técnica: Papel pintado; marfim pintado e trabalhado; cordão.
  • Dimensões (cm): Alt. 23 x Larg. 43
  • Descrição: Leque oriental (leque Mandarim, de Mil Faces ou de Cabecinhas) com folha de papel pintado em tons policromos representando paisagens e figuras orientais com caras de marfim pintado e trajes de seda em tons policromos, guarnecido nas extremidades com barra do mesmo papel pintado em tons policromos representando motivos florais e vegetalistas e tira de papel dourado. Varetas de marfim com decoração vazada representando motivos florais e vegetalistas. Guardas de marfim relevado representando paisagem e figuras orientais. Na extremidade, aro de metal dourado com cordão e pequenas borlas de fio de algodão lilás, amarelo e verde.
  • Origem/Historial: Os designados Leques Mandarim são também conhecidos por Leques de Cantão, Leques de Mil Faces ou Leques de Cabecinhas, devido à sua origem e decoração. Eram quase exclusivamente feitos para exportação para o mercado europeu através do porto de Cantão (actual Guangzhou). São conhecidos exemplos de leques chineses de exportação na Europa a partir de finais do século XVII mas é apenas a partir de meados do século XIX que os leques Mandarim são adoptados e tornam-se populares entre as senhoras que apreciam o exotismo representado nos trajes, penteados, arquitecturas e paisagens. Na China, os leques eram usados quer por homens quer por mulheres. O termo “Mandarim” refere-se ao oficial militar ou civil da China imperial. Foi inicialmente usado pelo colecionador Albert Jacquemart (1808-1875) para descrever peças chinesas, nomeadamente a popular porcelana e cerâmica de exportação no século XIX decorada com figuras de mandarins em painéis guarnecidos com flores e outros ornamentos. O termo “Mandarim” é hoje um termo comercial para designar quaisquer peças chinesas de exportação com decoração similar e influenciada pela porcelana chinesa, em particular a porcelana da “Família Rosa” com representação de figuras chinesas em diversas cenas, paisagens e interiores. Os leques Mandarim são montados com guardas e varetas lacadas de preto, dourado ou vermelho, marfim ou sândalo trabalhado, madrepérola, tartaruga ou filigrana de prata esmaltada. A madeira lacada era um dos materiais mais populares. Nos leques mandarim, é aplicada na estrutura uma folha dupla de papel pintada em ambas as faces com decoração policroma, representando figuras chinesas numa paisagem ou arquitectura, pavilhões, interiores palacianos e de corte, símbolos ou flores. As cenas são frequentemente inspiradas em cenas da vida na corte, histórias populares, literatura e acontecimentos históricos. As figuras são representadas com caras aplicadas de marfim, daí o designativo “leques de mil faces”, vestidas com roupas pintadas em grande detalhes ou com aplicação de sedas coloridas. A cena é usualmente emoldurada com motivos florais e simbólicos.
  • Incorporação: Isabel Torres
  • Centro de Fabrico: China.

Exposições

  • Na Senda dos Leques Orientais

    • Museu do Oriente, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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