Tambor

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: BA.969/1
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Instrumentos musicais
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Alt. 32 x Diâm. 79
  • Descrição: Tambor bi-membranofone de percussão indirecta, com fuste cilindrico em lata, apresentando pequenos orifícios - os ouvidos - que aliviam e mantém em equilibrio a pressão interior. Nos topos do fuste encontram-se aplicadas duas membranas de pele, tendo ambas o pelo voltado para o exterior com a inscrição "Bombos de Lavacolhos", enroladas em arquilhos de madeira que são, por sua vez, pressionados por arcos em madeira, um em cada topo, e ligados entre si por uma corda, passada de arco a arco por intermédio de grampos de metal colocados em posição desencontrada, que prende e firma os arquilhos. A tensão das peles obtem-se graduando o retesamento da corda, disposta em yy contínuos na mesma posição, por meio de um sistema de laços feito com a mesma. Presa à corda de graduação por intermédio de grampos em metal encontra-se uma cinta em couro - a bandoleira - que serve para suspensão do instrumento. Pertence-lhe ainda duas baquetas (BA.969/2; BA.969/3)
  • Origem/Historial: Instrumento musical recolhido no âmbito do projecto de investigação sobre o tema "Instrumentos Musicais Populares Portugueses", desenvolvido pelos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e coordenado por Ernesto Veiga de Oliveira entre os anos de 1960/1965. Os bombos desta terra são famosos na província, pois os moços locais tocam-nos com tal entusiasmo que as peles encontram-se salpicadas de sangue das mãos dos tocadores. Em Souto da Casa, onde ainda existem baldios, todos os anos, na 4ª feira de cinzas, os bombos de Lavacolhos deslocam-se para tocar neste local a pedido da gente da terra, para com tal cerimónia se afirmar a propriedade das terras. O bombo vai ao alto, apoiado no joelho esquerdo e suspenso pela bandoleira, e geralmente só é tocado por uma masseta ou "baçaneta" correspondendo à mão direita que bate na pele batedeira. Custo (conjunto): 1.200$00

Bibliografia

  • CAIADO, José Pedro - "Guia dos Instrumentos Musicais Tradicionais Portugueses" in Boletim APEM, 68. Lisboa: APEM, 1991
  • HENRIQUE, Luís (*) - Instrumentos Musicais. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999 (3a ed.)
  • INSTRUMENTOS MUSICAIS POPULARES PORTUGUESES: um livro, uma colecção. Lisboa: MNE, 2001
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - "O Zé-pereira" in Cultura e Arte. Porto: Comércio do Porto, 1961
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. 2ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1982
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Museu Nacional de Etnologia, 2000

Exposições

  • Instrumentos Musicais Populares Portugueses

    • Centro Regional de Artes Tradicionais, Porto
    • Exposição Física
  • Instrumentos Musicais Populares Portugueses

    • Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 19/3/1985 a 31/3/1985
    • Exposição Física
  • Instrumentos Musicais Populares Portugueses

    • Edificio Chiado, Coimbra
    • 3/5/1985 a 26/5/1985
    • Exposição Física
  • Instrumentos Musicais Populares Portugueses: um livro, uma colecção

    • Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 1/3/2001 a 30/9/2001
    • Exposição Física

Obras relacionadas

Multimédia

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