Descrição: Tambor bi-membranofone de percussão indirecta com fuste cilindrico em metal, com pequeno orifício - o ouvido -, que alivia e mantém em equilibrio a pressão interior. Nos topos do fuste encontram-se aplicadas duas membranas de pele, enroladas em arquilhos de madeira que são, por sua vez, pressionados por arcos em madeira pintados de azul, um em cada topo, e ligados entre si por uma corda, passada de arco a arco por intermédio de pernos de metal aí cravados em posição desencontrada, que prende e firma os arquilhos. A tensão das peles obtem-se graduando o retesamento da corda, disposta em yy contínuos na mesma posição, por meio de um sistema de parafusos de metal que se encontram cravados no arco correspondente à pele batedeira; e ainda por dois bordões feitos de tripa encordoada colocados sobre a pele bordoeira e que se fixam a um sistema de parafusos de metal, situados na zona do fuste, que os regula.
No arco correspondente à pele batedeira apresenta um pequeno perno de metal cravado através do qual passa uma argola do mesmo material.
Pertence-lhe ainda duas baquetas (BA.981/2; BA.981/3).
Origem/Historial: Instrumento musical recolhido no âmbito do projecto de investigação sobre o tema "Instrumentos Musicais Populares Portugueses", desenvolvido pelos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e coordenado por Ernesto Veiga de Oliveira entre os anos de 1960/1965.
Instrumento que, na região correspondente, raramente toca isolado, integrando-se habitualmente no conjunto dos gaiteiros trasmontanos juntamente com o bombo e a gaita-de-foles.
Custo (conjunto): 277$00
Bibliografia
CAIADO, José Pedro - "Guia dos Instrumentos Musicais Tradicionais Portugueses" in Boletim APEM, 68. Lisboa: APEM, 1991