Descrição: Ocarina de formato ovóide, feita em barro de cor castanha com bocal de insuflação em forma de bisel saliente no topo do corpo. Apresenta dez orifícios melódicos: oito em uma de suas faces, dispostos em duas linhas de quatro cada, para os dedos minímo, anelar, médio e indicador de cada mão; e mais dois na face oposta para os polegares. Toca-se voltando o bico do instrumento para a direita, entrando a mão direita por detrás e por cima, e a mão esquerda pela frente e por baixo.
Origem/Historial: Instrumento musical recolhido no âmbito do projecto de investigação sobre o tema "Instrumentos Musicais Populares Portugueses", desenvolvido pelos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e coordenado por Ernesto Veiga de Oliveira entre os anos de 1960/1965.
Ocarina usada em festas, cortejos, bailes, etc., geralmente acompanhada de outros instrumentos, como a harmónica.
Custo: 50$00
Bibliografia
CAIADO, José Pedro - "Guia dos Instrumentos Musicais Tradicionais Portugueses" in Boletim APEM, 68. Lisboa: APEM, 1991