Descrição: Castanholas de formato esferóide, compostas por dois elementos côncavos, simétricos e justapostos, em madeira de cor castanha escura. Tem a forma de uma gamela, de tamanho descomunal, apresentando, sensivelmente a meio da face exterior de cada um dos elementos, uma espécie de pegadeira, talhada na própria madeira, com orifício que a atravessa ligeiramente abaixo de uma das extremidades. Os elementos encontram-se unidos por duas tiras de couro pregadas num dos topos.
Origem/Historial: Instrumento usado especialmente na Ribeira Brava, na Missa do Parto no Natal (missa celebrada na noite de 24 para 25 de Dezembro), em que as povoações vizinhas desciam a esta região, em enormes grupos de gente que percorriam as ruas tocando as castanholas. No fim da missa travavam-se despiques destes instrumentos que não raro geravam rixas entre os participantes.
Estas castanholas tocavam-se pegando com uma das mãos em cada pegadeira e batendo violentamente uma contra a outra.
Instrumento musical recolhido no âmbito do projecto de investigação sobre o tema "Instrumentos Musicais Populares Portugueses", desenvolvido pelos Serviços de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e coordenado por Ernesto Veiga de Oliveira entre os anos de 1960/1963.