Caneleiro
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AX.679
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Tecnologia têxtil
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Comp. 49
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Descrição: Caneleiro, constituído por dois elementos principais: a base, em madeira, e a vareta em ferro com volante a meio comprimento.
A base é constituída por uma tábua paralelepipédica que fixa verticalmente duas hastes em ferro, uma numa das extremidades, e a outra, a meio comprimento. Os topos destas hastes são atravessados na perpendicular pela vareta que se apresenta de torção helicoidal na metade do seu comprimento situada entre as hastes, e aguçada na metade que se prolonga através das mesmas.
A canela a encher de fio crava-se na extremidade aguçada da vareta que é accionada através do impulso de rotação dado sobre o volante. Este encontra-se fixo ao eixo através de dois raios.
A base apresenta um sulco rectilíneo em cada um dos lados.
Tábua espessura (cm): 3
Suportes altura (cm): 11
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Origem/Historial: Usado para encher canelas.
De acordo com o livro Tecnologia Tradicional Portuguesa: O Linho, em Portugal os caneleiros apresentam-se sob duas formas fundamentais: num primeiro caso, mais simples, o caneleiro é constituído por um eixo munido de um volante, que gira apoiado em duas hastes fixas a uma base de madeira; num segundo caso, o caneleiro é mais elaborado, assemelhando-se aos modelos de rodas de fiar mais arcaicas encontradas em Portugal, ou seja, as rodas de fiar accionadas pela manivela.
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Bibliografia
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de; Galhano, Fernando, Pereira, Benjamim (*) - Tecnologia Tradicional Portuguesa: O Linho. Lisboa: INIC/Centro de Estudos de Etnologia., (1978) 1991
- PEREIRA, Benjamim (*) - "Têxteis: Tecnologia e Simbolismo". Lisboa: IICT/MNE, 1985