Rodilhas da máscara de Atujuwá
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: BB.812
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Ritual
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Alt. 33
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Descrição: Rodilhas para apoio da cabeça da máscara de Atujuwá de forma tronco-cónica, em fibras de buriti.
A peça é constituída por onze rodilhas de forma cilíndrica com o centro vazado, sobrepostas segundo ordem decrescente. As rodilhas são envolvidas e unidas entre si com fios de algodão de cor branca e azul, fio e fibras de buriti.
O interior da peça apresenta um tom avermelhado.
Topo diâmetro (cm): 14,4
Base diâmetro (cm): 26,6
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Origem/Historial: Segundo Aristóteles Barcelos Neto, o colector, a peça é produzida colectivamente e utilizada pelos homens que participam da festa.
De acordo com as informações disponíveis esta peça foi utilizada conjuntamente com uma das Máscaras de Atujuwá (BB.929/BB.930/BB.931/BB.932) da mesma colecção, recolhidas por Aristóteles Barcelos Neto no contexto do Projecto Colecção Wauja 2000. Contudo, devido à falta de informação, não é possível determinar com qual das máscaras esta peça teve uma utilização conjunta.
Nota informativa sobre a constituição da Colecção Wauja 2000:
O projecto de constituição de uma colecção etnográfica entre os índios Wauja, um povo de língua Arawak, estabelecido unicamente nas proximidades da margem direita do rio Batovi, na região ocidental da bacia dos formadores do rio Xingu, no Estado de Mato Grosso, na Amazónia Meridional, foi desencadeado pelo MNE, conduzido no terreno pelo antropólogo Aristóteles Barcelos Neto e apoiado financeiramente pela Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, durante o ano de 2000. A formação desta colecção resultou da conjuntura particular da preparação da exposição Os Índios, Nós. Refira-se que nesta conjuntura aquela Comissão foi parceira financeira no projecto da exposição.
A investigação no terreno ficou a cargo do antropólogo Aristóteles Barcelos Neto, uma vez que já tinha realizado trabalho de campo na aldeia Wauja do Alto Xingu, em 1998, a partir do qual elaborou a tese de mestrado Arte, estética e cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional (1999), defendida na Universidade Federal de Santa Catarina. Constituiu ainda, no mesmo território e entre o mesmo grupo, uma colecção etnográfica para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Bahia. Baseando-se na sua própria experiência e conhecimento da tribo elaborou um projecto para o MNE, intitulado Cultura material amazónica: sociologias e cosmologias nativas.
O objectivo fulcral da investigação assentou na formação e documentação de uma colecção sistemática de artefactos, representativa da cultura material dos índios Wauja do Alto Xingu.
A colecção, constituída por 578 peças, abrange todas as classes de artefactos excepto a plumária, devido às actuais leis brasileiras que proíbem a sua exportação.
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Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
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Bibliografia
- NETO, Aristóteles Barcelos, Arte, Estética e Cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional. Florianópolis: UFSC, 1999 (Policopiado)
- RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988