Abano
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: BB.620
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Equipamento de uso doméstico
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Técnica: Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
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Dimensões (cm): Comp. 40,3 x Larg. 23
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Descrição: Abano de forma rectangular, em fibras vegetais, feito pela técnica do entrecruzado.
A peça é constituída na extremidade superior por um conjunto de fibras vegetais, disposto transversalmente e fixado com fio de buriti, e por uma alça de buriti fixada nas extremidades do conjunto de fibras.
A peça encontra-se enegrecida em certas partes.
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Origem/Historial: No Dicionário do Artesanato Indígena de Berta Ribeiro a técnica de cestaria, referida na descrição da peça, tem a designação de trançado sarjado.
Trançado sarjado - neste padrão a trama produz um efeito diagonal ao perpassar dois ou mais elementos da urdidura , segundo a fórmula 2/2, 1/3, etc., dando lugar a uma multiplicidade de formas geométricas (pp. 66/68).
Nota informativa sobre a constituição da Colecção Wauja 2000:
O projecto de constituição de uma colecção etnográfica entre os índios Wauja, um povo de língua Arawak, estabelecido unicamente nas proximidades da margem direita do rio Batovi, na região ocidental da bacia dos formadores do rio Xingu, no Estado de Mato Grosso, na Amazónia Meridional, foi desencadeado pelo MNE, conduzido no terreno pelo antropólogo Aristóteles Barcelos Neto e apoiado financeiramente pela Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, durante o ano de 2000. A formação desta colecção resultou da conjuntura particular da preparação da exposição Os Índios, Nós. Refira-se que nesta conjuntura aquela Comissão foi parceira financeira no projecto da exposição.
A investigação no terreno ficou a cargo do antropólogo Aristóteles Barcelos Neto, uma vez que já tinha realizado trabalho de campo na aldeia Wauja do Alto Xingu, em 1998, a partir do qual elaborou a tese de mestrado Arte, estética e cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional (1999), defendida na Universidade Federal de Santa Catarina. Constituiu ainda, no mesmo território e entre o mesmo grupo, uma colecção etnográfica para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Bahia. Baseando-se na sua própria experiência e conhecimento da tribo elaborou um projecto para o MNE, intitulado Cultura material amazónica: sociologias e cosmologias nativas.
O objectivo fulcral da investigação assentou na formação e documentação de uma colecção sistemática de artefactos, representativa da cultura material dos índios Wauja do Alto Xingu.
A colecção, constituída por 578 peças, abrange todas as classes de artefactos excepto a plumária, devido às actuais leis brasileiras que proíbem a sua exportação.
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Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
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Bibliografia
- NETO, Aristóteles Barcelos, Arte, Estética e Cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional. Florianópolis: UFSC, 1999 (Policopiado)
- RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988