Calça da máscara de Sapukuyawá

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: BB.973
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Ritual
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Cestaria - torcido: esta técnica obtém-se pela torção de fios entre os elementos que constituem a urdidura. Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
  • Dimensões (cm): Alt. 136,5 x Larg. 48
  • Descrição: Calça da máscara de Sapukuyawá em fibras e fio de buriti, feita pela técnica do torcido. A extremidade superior é rematada por um cordão de fios de buriti, que forma, na parte da frente da peça, uma alça. Esta tendo como função segurar a calça é colocada à volta do pescoço do indivíduo. A peça apresenta, quer na parte da frente quer na parte detrás do gancho, duas secções salientes feitas pela técnica do entrecruzado. As extremidades inferiores das pernas encontram-se desfiadas, formando franjas. A peça é revestida, em certas partes, com pigmento vegetal preto. Alça comprimento (cm): 46
  • Origem/Historial: Segundo Aristóteles Barcelos Neto, o colector, a peça é produzida colectivamente e utilizada pelos homens que participam da festa. A esta calça estão unidas as peças BC.006, BC.007. Nota informativa sobre a constituição da Colecção Wauja 2000: O projecto de constituição de uma colecção etnográfica entre os índios Wauja, um povo de língua Arawak, estabelecido unicamente nas proximidades da margem direita do rio Batovi, na região ocidental da bacia dos formadores do rio Xingu, no Estado de Mato Grosso, na Amazónia Meridional, foi desencadeado pelo MNE, conduzido no terreno pelo antropólogo Aristóteles Barcelos Neto e apoiado financeiramente pela Comissão Nacional para a Comemoração dos Descobrimentos Portugueses, durante o ano de 2000. A formação desta colecção resultou da conjuntura particular da preparação da exposição Os Índios, Nós. Refira-se que nesta conjuntura aquela Comissão foi parceira financeira no projecto da exposição. A investigação no terreno ficou a cargo do antropólogo Aristóteles Barcelos Neto, uma vez que já tinha realizado trabalho de campo na aldeia Wauja do Alto Xingu, em 1998, a partir do qual elaborou a tese de mestrado Arte, estética e cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional (1999), defendida na Universidade Federal de Santa Catarina. Constituiu ainda, no mesmo território e entre o mesmo grupo, uma colecção etnográfica para o Museu de Arqueologia e Etnologia da Bahia. Baseando-se na sua própria experiência e conhecimento da tribo elaborou um projecto para o MNE, intitulado Cultura material amazónica: sociologias e cosmologias nativas. O objectivo fulcral da investigação assentou na formação e documentação de uma colecção sistemática de artefactos, representativa da cultura material dos índios Wauja do Alto Xingu. A colecção, constituída por 578 peças, abrange todas as classes de artefactos excepto a plumária, devido às actuais leis brasileiras que proíbem a sua exportação.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido

Bibliografia

  • NETO, Aristóteles Barcelos, Arte, Estética e Cosmologia entre os Índios Waurá da Amazônia Meridional. Florianópolis: UFSC, 1999 (Policopiado)
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988

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