Coroa trançada

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.646
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Corpo
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
  • Dimensões (cm): Alt. 9 x Diâm. 20,5
  • Descrição: Coroa trançada de forma cilíndrica com o centro vazado, em fibras vegetais, feita pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente. A peça é delimitada por dois aros em madeira, envolvidos e unidos à estrutura entrecruzada por fios de algodão de cor ocre. No arremate da técnica são visíveis, quer no interior quer no exterior da peça, duas faixas paralelas longitudinais de fios de algodão da mesma cor.
  • Origem/Historial: Na ficha manual a designação da peça é Suporte para plumária, no entanto optei por utilizar a denominação Coroa trançada, por uma questão de uniformização de termos, uma vez que na colecção Wauja do MNE existem peças similares, no que se refere à estrutura e utilização, com esse nome. Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Bibliografia

  • BANDEIRA, Françoice - "Chez les Indiens Kamayurá du Alto Xingo" in Geographica N.º 5: 1968
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986

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