Propulsor de dardos
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AN.660
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Ritual
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Comp. 82,3
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Descrição: Propulsor constituído por um segmento em madeira, talhado numa só peça.
Uma das extremidades tem a forma de ampulheta, e possui um orifício de secção circular na parte mediana. A outra prolonga-se em vareta e é provida de um segmento recto em madeira.
O segmento recto é unido à vareta por fios de algodão branco, revestidos em certas partes com cera de abelha. Esses mesmos fios, envolvem a extremidade da vareta. A peça encontra-se enegrecida em certas partes.
O segmento recto tem como função o encaixe da cavidade da extremidade do dardo, para que este assente no propulsor. O orifício serve para introduzir o dedo indicador do atirador, de maneira a que este obtenha maior eficácia no arremesso do dardo.
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Origem/Historial: Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira:
Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região.
Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios.
Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil.
Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil.
Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia.
A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
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Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
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Bibliografia
- Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
- BANDEIRA, Françoice - "Chez les Indiens Kamayurá du Alto Xingo" in Geographica N.º 5: 1968
- BRITO, Joaquim Pais de, et al (coords), Os Índios, Nós. Lisboa: CNCDP/IPM/MNE, 2000
- RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
- RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
Exposições
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Arte do Índio Brasileiro
- Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
- Exposição Física
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Os Índios, Nós
- Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
- 30/11/2000 a 3/6/2001
- Exposição Física