Pintura sobre entrecasca

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.705
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Artes plásticas
  • Autor: Pintor
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 86 x Larg. 22,6
  • Descrição: Pintura sobre entrecasca de árvore de forma rectangular. A peça apresenta oito painéis rectangulares definitos a preto e dispostos em duas colunas paralelas. Nos painéis estão desenhadas casas e cenas da vida quotidiana nomeadamente, figuras antropomórficas e zoomórficas em cenas individuais ou colectivas. Os desenhos são pintados de cor preta, amarela e roxa.
  • Origem/Historial: "Tapa, segundo o termo polinésio, donde parece provir a técnica da sua produção, ou tururi, segundo o termo ameríndio que designa qualquer tecido natural. A entrecasca de certas árvores é aproveitada pelo índio brasileiro - sobretudo os Tukano e outros grupos do Alto Rio Negro - para fins muito variados: vestimenta, redes, esteiras, cobertores, sacos, máscaras, painéis decorativos, etc.. Os índios Tukano usam-na especialmente para as máscaras-fato Ya-Ko-Ko-Su-Ti-Ro, e para painéis decorativos interiores ou exteriores." (Índios da Amazónia; 1986:184) Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Bibliografia

  • Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
  • Museu de Etnologia do Ultramar - Povos e Culturas. Lisboa: JIU/MEU, 1972
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986

Exposições

  • Índios da Amazónia

    • Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • Exposição Física
  • Arte do Índio Brasileiro

    • Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
    • Exposição Física
  • Povos e Culturas

    • Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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