Zarabatana

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.588
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Caça
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 254,5
  • Descrição: Zarabatana constituída por dois tubos, dispostos um dentro do outro, em cana. Numa das extremidades apresenta-se o bocal, de formato tronco-cónico em madeira, fixado por fibras vegetais e cera. Na oposta encontra-se um anel entalhado. No interior do bocal é visível uma etiqueta adesiva em papel de cor branca com a inscrição MNE. Bocal comprimento (cm): 8 Bocal diâmetro (cm): 7,1 Etiqueta diâmetro (cm): 2
  • Origem/Historial: "(...) A sarabatana exige bastante força para atirar. A posição ideal é em sentido vertical, um pouco inclinada, com a mira para cima. O índio segura a sarabatana com ambas as mãos na altura do bocal; desce a arma de sua posição vertical até que o alvo apareça na mira. Dá um sopro forte e seco. Segura o carcás entre as coxas para remuniciar a arma. (...) O alcance da sarabatana está na razão direta do seu comprimento, quanto mais longa mais certeiro o tiro e maior o alcance (...)." (Dicionário do Artesanato Indígena, 1988: 236, 237) Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Bibliografia

  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986

Multimédia

  • 3847.jpg

    Imagem