Flecha

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.343
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Caça
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Emplumação radial - é produzida com a utilização de duas meias penas com atadura costurada, isto é, o atilho atravessa a haste perfurada para esse fim (Dicionário do Artesanato Indígena; pp. 247).
  • Dimensões (cm): Comp. 225,6
  • Descrição: Flecha de tipo ponta lanceolada, constituída por uma haste cilindriforme, em junco. Uma das extremidades da haste é composta por uma ponta em forma de meia elipse em cana, fixada por fio vegetal. A extremidade oposta é provida de um encaixe constituído por um rasgo, no qual é ajustada a corda do arco para o disparo da flecha. É, ainda, provida de emplumação de tipo radial, com duas meias penas de cor castanha fixadas à haste por fio de algodão que apresenta, em certas partes, um tom preto e um tom avermelhado. O fio envolve parte da extremidade. Numa das extremidades das meias penas são visíveis quatro penas de menores dimensões, fixadas pelos mesmo fios de algodão. Ponta comprimento (cm): 14
  • Origem/Historial: A classificação da peça e da sua emplumação, em relação ao tipo, referida na descrição foi retirada do Dicionário do Artesanato Indígena de Berta Ribeiro (pp. 224/225/229/242/243/246/247/248). Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.

Bibliografia

  • BRITO, Joaquim Pais de, et al (coords), Os Índios, Nós. Lisboa: CNCDP/IPM/MNE, 2000
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986

Exposições

  • Índios da Amazónia

    • Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • Exposição Física
  • Os Índios, Nós

    • Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 30/11/2000 a 3/6/2001
    • Exposição Física

Obras relacionadas

Multimédia

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