Cesto

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AR.935 (C)
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Equipamento de uso doméstico
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Cestaria - encanastrado: esta técnica obtém-se pelo encaminhamento de um ou dois fios por cima e por baixo de uma série de elementos rígidos, os quais permanecem sempre inactivos.
  • Dimensões (cm): Alt. 35 x Diâm. 45
  • Descrição: Cesto feito de vime e de choupo na técnica de encanastrado, com a forma de um cone truncado invertido.
  • Origem/Historial: Cesto que recebeu a sua designação pelo facto de ter sido utilizado na extinta indústria do pastel nos Açores. Pastel é o nome comum da planta Isatis tinctoria, da qual se extraía, por maceração e fermentação das suas folhas, um corante azul usado na indústria tintureira durante a Idade Média e o Renascimento. Com disseminação por todo o arquipélago, mas com especial incidência na Terceira e em S. Miguel, a cultura do pastel afirmou-se no século XVI como um dos principais produtos de exploração económica, mercê da procura exercida pelos mercados consumidores da Europa do Norte, como a Flandres e a Inglaterra. Competindo com o trigo pelas melhores terras agrícolas, o alargamento da lavoura do pastel terá contribuído na altura para episódios de escassez cerealífera nos Açores. No século XVII, o pastel perdeu competitividade, sendo substituído na maior parte dos mercados europeus pelo índigo e pelo anil do Brasil e das Índias. Hoje é usado frequentemente como medida de alqueire.

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