Máscara
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AN.206
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Ritual
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Autor:
Pintor (-)
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Alt. 79 x Larg. 30,5
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Descrição: Máscara antropomórfica constituída por um segmento paralelipipédico em madeira, que representa o rosto. O segmento apresenta-se convexo na parte onde é representado o rosto e plano na oposta.
No rosto figuram dois olhos circulares em cera preta. O nariz de formato rectangular e a testa de forma semicircular são esculpidos em relevo.
Na extremidade superior do segmento é visível um recorte rectangular. A extremidade oposta exibe vários orifícios circulares através dos quais passam fios, que servem para prender um conjunto de franjas de fibras vegetais, que se encontra suspenso.
Na face plana do segmento, próximo do topo, encontram-se dois pregos dobrados, cuja finalidade é suspender a peça através de um cordão.
A máscara é ornamentada, nas faces, com um motivo composto por dois rectângulos simétricos longitudinais preenchidos com linhas oblíquas dispostas em diferentes sentidos, que formam losangos e triângulos concêntricos. Alguns losangos e triângulos formam nos vértices outros triângulos. Junto de cada olho é visível uma linha angular. A testa é decorada com uma faixa transversal de triângulos unidos pelos vértices. Os motivos são pintados de cor preta, sob uma superfície pintada de cor branca.
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Origem/Historial: Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira:
Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região.
Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios.
Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil.
Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil.
Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia.
A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
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Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
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Bibliografia
- Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
- RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
- RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
Exposições
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Índios da Amazónia
- Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
- Exposição Física
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Arte do Índio Brasileiro
- Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
- Exposição Física