Máscara

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.212
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Ritual
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Alt. 73 x Larg. 26,5
  • Descrição: Máscara antropomórfica constituída por um segmento paralelipipédico em madeira, que representa o rosto. O segmento apresenta-se convexo na parte onde é representado o rosto e côncavo na oposta. No rosto figuram dois traços transversais pintados de preto, que representam os olhos. O nariz de formato rectangular e a testa de forma semicircular são esculpidos em relevo. Na extremidade superior do segmento é visível um orifício, por onde passa um cordão de fibras que serve para suspender a peça. A extremidade oposta exibe vários orifícios circulares através dos quais passam fios, que servem para prender um conjunto de franjas de fibras vegetais, que se encontra suspenso. A máscara é ornamentada, nas faces, com um motivo composto por duas linhas transversais paralelas e dois rectângulos simétricos longitudinais preenchidos com linhas oblíquas dispostas em diferentes sentidos, que formam losangos e triângulos concêntricos. Alguns losangos e triângulos formam nos vértices outros triângulos. Os motivos são pintados de cor preta, sob uma superfície pintada de cor branca. A testa, pintada de cor branca, exibe uma faixa transversal da cor da madeira.
  • Origem/Historial: Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido

Bibliografia

  • Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
  • BANDEIRA, Françoice - "Chez les Indiens Kamayurá du Alto Xingo" in Geographica N.º 5: 1968
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986

Exposições

  • Arte do Índio Brasileiro

    • Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

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