Diadema
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AN.713
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Corpo
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Alt. 55 x Larg. 77
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Descrição: Diadema constituído por duas fileiras semicirculares de penas. Estas apresentam-se sobrepostas e delimitadas por dois aros circulares de talas vegetais.
Cada aro é composto por várias talas vegetais enroladas e envolvidas com fibras vegetais. Os aros são unidos com fios vegetais.
É no espaço existente entre os dois aros que são colocadas as duas fileiras de penas. A fileira da frente apresenta penas aparadas de cor castanha. A segunda fileira exibe penas brancas, intercaladas a meio por duas penas, de maiores dimensões, de tons vermelho e azul.
As penas que compõem cada fileira são unidas entre si, na extremidade inferior e a um terço do comprimento, com fibras vegetais e fios de algodão branco. As extremidades inferiores das duas fileiras são, ainda, atravessadas por dois fios vegetais, cujas pontas se encontram pendentes e servem para prender a peça ao suporte e ao indivíduo que a usa.
O diadema não se apresenta montado, estando os três elementos separados.
Fileira da frente altura das penas (cm): 8,5
Aro diâmetro (cm): 14
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Origem/Historial: A peça na ficha manual tem a designação de Adorno de cabeça, no entanto após realizar uma pesquisa bibliografia optei por utilizar a denominação de Diadema.
De acordo com informações retiradas do Dicionário de Arte Indígena Brasileira de Berta Ribeiro e do livro Suma Etnológica Brasileira vol.3 sobre a classificação dos adornos de plumária este diadema poderá ser de tipo Vertical Rotiforme.
Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira:
Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região.
Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios.
Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil.
Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil.
Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia.
A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
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Bibliografia
- Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
- BANDEIRA, Françoise, "Les Indiens Karajá de L'Araguaia" in Geographica N.º 15, 1966
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
- RIBEIRO, Berta - "Bases para uma classificação dos adornos plumários dos índios do Brasil" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
- RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
- RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
Exposições
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Índios da Amazónia
- Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
- Exposição Física
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Arte do Índio Brasileiro
- Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
- Exposição Física