Cesto

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AN.156
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Equipamento de uso doméstico
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
  • Dimensões (cm): Alt. 17,8 x Diâm. 27,8
  • Descrição: Cesto de base semi-plana de formato quadrangular e corpo cilindriforme, em tiras vegetais, feito pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente. A peça apresenta um bordo rígido formado por duas talas rectangulares em cana. As talas são unidas entre si e à peça com fio vegetal, uma das pontas do fio encontra-se pendente. A peça é ornamentada com um motivo geométrico composto por faixas oblíquas que se cruzam. O motivo é definido pela própria técnica de execução da peça e é acentuado pelo tingimento - preto - das tiras que o compõem.
  • Origem/Historial: "Este tipo de cesto é utilizado no contexto de origem para reservar massa de mandioca, guardar farinha, beiju e roupa. Nos mercados urbanos são utilizados como cachepôs para vasos de plantas e flores ou para colocar lápis, revistas, brinquedos e lixo seco. " (Arte Baniwa, 2000: pág.8) Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira: Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região. Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios. Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil. Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil. Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia. A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido

Bibliografia

  • Arte do índio brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1966
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, et al, Índios da Amazónia. Lisboa: Museu de Etnologia/ Instituto de Investigação Cientifica e Tropical, 1986
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
  • Vários - Arte Baniwa: Cestaria de Arumã. São Gabriel da Cachoeira, São Paulo: FOIRN, Instituto Socioambiental, 2000

Exposições

  • Arte do Índio Brasileiro

    • Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
    • Exposição Física

Multimédia

  • 5511.jpg

    Imagem