Técnica: Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
Dimensões (cm): Alt. 34,5
Descrição: Cesto em tiras vegetais, feito pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente.
A peça apresenta uma base quadrangular, corpo de formato tronco-cónico invertido, colo cilindriforme de contornos côncavos, terminando num bordo rígido formado pelo arremate da técnica.
O corpo da peça exibe uma trama espaçada.
A base é ornamentada com um motivo composto por traços oblíquos delimitados por um quadrado. O corpo é decorado, em um terço da sua altura, com linhas transversais paralelas, o restante espaço exibe linhas oblíquas paralelas. O colo apresenta duas linhas rectas transversais. O bordo exibe traços oblíquos paralelos. O motivo é definido pela própria técnica de execução da peça e é acentuado pelo tingimento - preto - das tiras que o compõem.
Abertura diâmetro (cm): 15,4
Base largura (cm): 7,5
Origem/Historial: Este tipo de cesto é utilizado no contexto de origem para guardar miudezas (como bóias de molongó e iscas para pescar), ficando submerso até ao pescoço. Actualmente, os jarros produzidos par a comercialização em formatos grandes, são utilizados como luminárias, porta guarda-chuva ou para colocar roupas. Miniaturizados, são usados como porta-vela e até como embalagem de prefume. (Arte Baniwa, 2000: pág.12)
Nota informativa sobre a Colecção "Artíndia Manaus":
A colecção "Artíndia Manaus" foi oferecida ao Museu Nacional de Etnologia pela Universidade do Porto, a 5 de Dezembro de 1994, como forma de agradecimento pelo apoio prestado na realização da exposição "Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade".
A colecção, constituída por 102 peças, abrange todas as classes de artefactos.
Incorporação: Anterior proprietário: Universidade do Porto
Bibliografia
RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988