Galo a galar

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AQ.217
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Artes plásticas
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 8,8 x Alt. 11
  • Descrição: Galo a galar em barro policromado, representando o referido animal acasalando com uma galinha. As figuras assentam sobre uma base em forma de semi calote esférica, que se encontra côncava, na qual é aplicada um bocal de assobio de bisel. A galinha apresenta uma cauda saliente, corpo ovóide e um pescoço tronco-cónico. A cabeça exibe dois pontos negros delimitados por círculos incisos, figurando os olhos, encimados por duas sobrancelhas pintadas de negro, um bico cónico de tonalidade dourada e dois papos dourados. O galo, sobreposto e unido à galinha, apresenta uma cauda arqueada, corpo oblongo e duas asas em relevo que se encontram recolhidas. A cabeça, dirigida para baixo e ajustada sobre a cabeça da galinha, exibe uma crista de contorno semicircular, dois pontos negros delimitados por círculos incisos, representando os olhos, encimados por duas sobrancelhas pintadas de negro, e quatro papos dourados. A base é pintada numa tonalidade azul esverdeada e é estriada em redor. Os animais, pintados de vermelho, são ornamentados com pinceladas e retoques de tonalidades multicolores (amarelo, verde, rosa e creme). As figuras exibem uma série de sulcos e incisões, que figuram as penas.
  • Origem/Historial: Na ficha manual a peça tem a designação "Boneco assobio". No entanto, optei por utilizar a denominação "Galo a galar" na medida em que identifica à priori a temática do objecto. A denominação "Galo a galar", consta nas fichas manuais de peças similares como o nome local das mesmas, tendo sido adoptada por questões de uniformização do inventário. A peça deu entrada no Museu em 1964.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido

Bibliografia

  • BARRETO, Maria Angélica Abreu L. Cruz - Figurado de Barcelos - Investigação realizada para a conclusão de Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesa. Universidade Nova de Lisboa - F.C.S.H -: Policopiado, 1990
  • CARNEIRO, Eugénio Lapa - Donde vem a confusão entre louças do Prado e louças de Barcelos. Barcelos: 1962
  • CARNEIRO, Eugénio Lapa - São de barro, não pecam - D. Frei Bartolomeu dos mártires e a antiguidade da indústria dos bonecos de Barcelos, in Separata da Revista de Barcelos, 2ª série. Barcelos: 1998/1999
  • IEFP, Feira Internacional das Indústrias da Cultura - Figuras e Figurados - O culto, a festa e o quotidiano, FIL, 5 a 9 de Novembro de 1997: 1997
  • IEFP, Ministério da Segurança Social e do Trabalho - Mestres Artesãos do Século - Artefactos do mundo por mãos portuguesas, Feira Internacional do Artesanato, FIL, 29 de Junho a 7 de Julho de 2002
  • LIMA, Fernando Castro Pires de - "A Lenda do Senhor do Galo de Barcelos"in Revista de Etnografia, nº 1. Junta Distrital do Porto: Julho de 1973
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Museu Nacional de Etnologia, 2000
  • PEIXOTO, Rocha - As Olarias de Prado: Museu Regional de Cerâmica, Cadernos de Etnografia, nº 7, 1966
  • SEIXAS, Paulo Castro; Providência, Paulo - Figurado uma visão do mundo, Exposição. Barcelos: Câmara Municipal de Barcelos, Museu de Olaria, 2002
  • VILLAS BOAS, Joaquim Selles Paes - Um Capítulo da Etnografia Barcelense, as Olarias: Companhia Editora do Minho, 1951

Multimédia

  • 5951.jpg

    Imagem