Boneco
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AO.579
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Actividades lúdicas
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Autor:
Autor desconhecido
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Comp. 15 x Alt. 12,5
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Descrição: Figura zoomórfica em borracha de cor castanha, representando um cavalo arreado ao uso da região do Nordeste brasileiro.
O animal é constituído por quatro patas circulares com um sulco ao centro representando os cascos. Os membros traseiros de formato cilíndrico apresentam um contorno angular. Os membros dianteiros são cilindriformes. O corpo é de forma ovóide e o pescoço tronco-cónico. Neste é visível um friso com uma série de incisões oblíquas que se prolongam até à zona superior da cabeça, figurando a crina.
A cabeça tronco-cónica é composta por dois olhos circulares entalhados e um focinho no qual se destacam dois orifícios que representam as narinas e um rasgo transversal que descreve a boca. A cabeça é encimada por duas orelhas cónicas.
O animal apresenta-se apetrechado com uma sela segura por cordas que envolvem o corpo. A sela é ornamentada com pontos e linhas incisas que a contornam. Exibe, ainda, dois estribos em forma de gota, um freio e as rédeas.
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Origem/Historial: Nota informativa sobre a constituição da Colecção Victor Bandeira:
Em 1964/65 Victor Bandeira e Françoise Carel Bandeira, incentivados por Jorge Dias e Ernesto Veiga de Oliveira, e com o apoio do Centro de Estudos de Antropologia Cultural de Junta de Investigações do Ultramar e das autoridades brasileiras, empreenderam uma expedição à selva amazónica, com o objectivo de conhecer, por experiência e participação efectiva, as formas de comportamento, a cultura material e imaterial, os rituais, os ritos e as artes, dos grupos indígenas que habitavam nessa região.
Durante a sua estada no terreno, o casal Bandeira, percorreu várias regiões do Brasil, Equador, Peru e Colômbia, e contactou com diferentes grupos de índios.
Dessa investigação resultou uma extensa colecção de artefactos que documenta e exprime de um modo perfeito e completo todos os aspectos da vida e das concepções, dos ritos e da criação plástica dos vários grupos com quem estabeleceram relações, inúmeros registo visuais e sonoros, e um vasto conhecimento teórico sobre a vida, a cultura e arte dos ameríndios do Brasil.
Esta colecção foi apresentada ao público em Outubro de 1966 nos Salões da Sociedade de Belas Artes de Lisboa, sob o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Embaixada do Brasil.
Em 1969 a colecção é adquirida pelo então Ministério do Ultramar, com a participação financeira da Fundação Calouste Gulbenkian e da Fundação da Casa de Bragança e de alguns particulares devotados, a fim de ser entregue e incorporada no património do Museu Nacional de Etnologia.
A colecção, constituída por cerca de 745 peças, abrange todas as classes de artefactos.
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