Santo António com Menino ao colo
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AT.474
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Artes plásticas
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Técnica: A especificação da técnica encontra-se no campo do Historial.
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Dimensões (cm): Alt. 38 x Larg. 16,3
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Descrição: Santo António em barro policromado, representando uma figura masculina em pé segurando o Menino.
As figuras assentam numa base paralelipipédica de base rectangular, de lados cortados. A base apresenta a tonalidade castanha.
Santo António apresenta dois pés com incisões, figurando os dedos e calçados com duas sandálias de tonalidade castanha. Enverga um hábito da ordem dos Franciscanos. Exibe ainda, dois membros superiores, dobrados e erguidos ...
Ver maisà altura da cintura com a mão esquerda segurando o Menino. As mãos apresentam linhas incisas representando os dedos. Na cabeça figuram dois olhos semicerrados com as pálpebras salientes, encimados por pequenas linhas perpendiculares de tonalidade castanha, figurando as pestanas e duas sobrancelhas da mesma cor. O nariz em relevo é de formato triangular, apresentando dois pontos incisos que figuram as narinas. O queixo é saliente e a boca apresenta lábios delineados, pintados de vermelho e igualmente salientes. A cabeça exibe, ainda, duas orelhas em relevo com pontos incisos figurando os ouvidos, e cabelo de cor castanha apresentando no seu topo uma zona calva em formato circular.
O Menino apresenta-se nu, sobre um destaque de tonalidade branca, figurando uma manta com pregas, que se encontra no ombro esquerdo do Santo. A criança apresenta um pé com linhas incisas, figurando os dedos, dois membros inferiores cilindriformes, cruzados, estando o esquerdo sobreposto ao direito. O tronco é cilindriforme e apresenta um ponto inciso que figura o umbigo e o peito encontra-se definido. O Menino exibe ainda, dois membros superiores cilindriformes, encontrando-se o direito erguido e apoiado na cabeça do Santo, e o esquerdo apoiado no seu braço esquerdo. As mãos apresentam linhas incisas representando os dedos. Na cabeça figuram dois olhos, encimados por dois traços de tonalidade castanha que figuram as sobrancelhas. O nariz em relevo é de formato triangular, apresentando dois pontos incisos que figuram as narinas. O queixo é saliente e a boca apresenta lábios delineados e igualmente salientes. A cabeça exibe, ainda, duas orelhas em relevo com pontos incisos figurando os ouvidos, e cabelo de cor castanha.
Santo António ostenta um hábito castanho de contornos pintados de dourado e decorado com pregas. Á volta da cintura exibe um cordão igualmente dourado com incisões e com as extremidades pendentes.
O hábito encontra-se repuxado junto ao braço esquerdo revelando uma saia com pregas e de cor branca, apresentando, ainda, na parte traseira um destaque de formato triangular, figurando um capuz.
No topo da cabeça do Santo e do Menino é visível um ponto inciso, podendo servir para colocar a resplendor.
Dimensões da Base:
Comp: 11 Cm;
Larg: 9,5 Cm.
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Origem/Historial: Na ficha de inventário dactilografada e no Livro de Tombo a peça tem a designação "Imagem Religiosa". No entanto, optei por utilizar a denominação "Santo António", na medida em que identifica à priori a temática da peça.
Na ficha de inventário dactilografada não refere o Local de Fabrico.
No Livro de Tombo refere que esta figura é de facção erudita.
Técnica:
Os métodos utilizados na barrística são, os de rolo, da bola e da l...
Ver maisastra, esta última, na elaboração de vestuário e bases. As partes constituintes dos bonecos, que apresentam maior espessura e volume são previamente picadas por meio de uma agulha ou arame e depois corrigidos com os dedos. Este procedimento permite uma maior secagem no interior do boneco evitando assim, quebradura e fendilhagem no acto da cozedura.
É altura então, de colocar todos os adornos referentes ao modelo representado saídos da imaginação do artista, empregando-lhes assim, "movimento, vida, alma" (Vermelho, Joaquim, Barros de Estremoz: Contributo Monográfico para o Estudo da Olaria e da Barrística, página 76, Limiar, 1990).
Deixa-se o boneco secar e vai ao forno ou à mufla a 800 cº ou 850 cº, no entanto, é importante referir que durante a modelação do boneco convém deixar secar a peça durante as fases da união das várias partes constituintes do boneco.
Os bonecos são peças muito frágeis e portanto, são necessários muitos cuidados no processo de enfornamento.
Finalmente, o boneco passa pelo processo de pintura onde prevalecem o verde, o azul, o vermelho, o zarcão, o amarelo, o branco, o roxo, o laranja e o preto.
As tintas utilizadas são os óxidos que são dissolvidos em água e misturados com grude previamente derretido. Contudo, foram introduzidos recentemente, por questões comerciais e técnicas, têmperas, ou seja tintas a água ou plásticas que são misturadas com colas resinosas para madeira. Estas colas proporcionam ao boneco, resistência à luz e à humidade, sem no entanto, prejudicar a cor. Sobre a pintura seca é colocado um verniz que, nos séculos passados, era fabricado pelos próprios barristas através de processos que se perderam. Foram posteriormente substituídos por vernizes industriais.
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Incorporação: Anterior Proprietário: Rafael Rúdio
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Bibliografia
- AZINHAL, Abelho - Memória sobre os barros de Estremoz. Lisboa: Panorama, 1964
- BORRALHO, Álvaro António Gancho - As Artes do Barro. Contribuição para o estudo dos Bonecos de Estremoz, Dissertação de Tese de Licenciatura em Sociologia vertente de Sociologia da Cultura. ISCTE, Lisboa: 1993
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- CONDE, António Fialho - "A Olaria Alfacinha e o Contributo dos Mestres", "Mestres Oleiros no Alentejo" in Mestres Artesãos do Século: artefactos do mundo por mãos portuguesas. Lisboa: Instituto do Emprego e Formação: FIL, 2002
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- VERMELHO, Joaquim - "Mobilidade e Influências nos bonecos de Estremoz" in Conversas à volta da Olaria. Oficinas do Convento: Associação Cultural de Arte e Comunicação, Dezembro 1998
- VERMELHO, Joaquim - "O Culto do Figurado de Estremoz" in Cultus: o mistério e o maravilhoso nos artefactos portugueses. Lisboa, IEFP: FIL, 2001
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- VERMELHO, Joaquim - Barros de Estremoz: Contributo Monográfico para o Estudo da Olaria e da Barrística: Limiar, 1990