Alcofa

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: BG.433 (C)
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Alfaia agrícola
  • Autor: Autor desconhecido (Desconhecido)
  • Datação: Século 20/21
  • Técnica: Trança cosida em espiral (empreita); asas encorreadas com baracinha.
  • Dimensões (cm): Alt. 31,3 x Diâm. 44
  • Descrição: Alcofa em fibra de palma entrançada, com base circular e corpo tronco-cónico invertido. O rebordo tem duas asas semiovais, uma de cada lado. O lado de fora, desde a base até cerca 2/3 da altura, e os lados opostos aos das asas estão revestidos por serapilheira, cosida com fio de fibra vegetal.
  • Origem/Historial: Em Dezembro de 2003 deu entrada nas instalações do MNE, um conjunto de objectos provenientes da Fábrica Ramiro Cabrita e Irmão, em S. Bartolomeu de Messines, concelho de Silves. Este conjunto incluía 2 vasilhas de azeite (BG.427 e BG.428); 2 capachos (BG.429 e BG.431) e 2 seiras (BG.430 e BG.432) das prensas de fabrico do azeite; 1 cesta (BG.433) com asas para escolha da amêndoa; 1 máquina para espantar os pássaros (BG.434) nas vinhas; e 1 saco (BG.435). A fábrica iniciou a sua actividade em nome individual nos anos 50, com a trituração da alfarroba e a comercialização e exportação da amêndoa; em 1969 viu o seu nome alterado para Fábrica Ramiro Cabrita e Irmão, tendo encerrado em Dezembro de 2003. A fábrica possuía também um lagar de azeite (desconhecendo-se a data do início deste tipo de exploração): inicialmente um lagar de prensas hidráulicas (daí os capachos) e depois mais tarde, quase no final (sem precisar data) o sistema contínuo (rolante) que se manteve até ao encerramento da fábrica. A alcofa que era utilizada para recolher o miolo de amêndoa que saía de uma máquina de joeirar (limpar), depois de cheia era vazada para sacos.

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