Vaca barrosã com cria a mamar

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AT.675
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Artes plásticas
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 20
  • Dimensões (cm): Comp. 26,5 x Alt. 26,5
  • Descrição: Vaca com a cria a mamar em barro policromado, representando uma vaca barrosã amamentando um vitelo. A peça assenta numa base rectangular que se encontra côncava. O animal apresenta quatro membros e o corpo cilindriformes, e uma cauda comprida. Na zona do ventre são visíveis uma série de saliências de curvatura convexa, uma das quais terminando em três destaques cónicos de vértice arredondado, que figuram as tetas. O pescoço, de formato cilíndrico, exibe uma saliência de contorno convexo que figura o papo e uma coleira em relevo constituída por um conjunto de secções rectangulares que terminam em campainhas amarelas. A cabeça apresenta dois pontos negros incisos, que figuram os olhos, duas sobrancelhas negras oblíquas e um focinho saliente. Neste são visíveis uma abertura, representando a boca, e dois orifícios que figuram as narinas. A cabeça apresenta, ainda, duas orelhas semicirculares encimadas por dois cornos brancos em forma de lira. O animal é pintado de laranja com os cascos e as extremidades dos cornos de tonalidade negra. O vitelo, posicionado junto da progenitora, é constituído por quatro membros cilindriformes que se encontram flectidos, o corpo de formato cilíndrico e uma cauda comprida pendendo para um dos lados. O pescoço, de forma cilíndrica, exibe uma saliência de contorno convexo que representa o papo. A cabeça apresenta dois pontos incisos delimitados por círculos igualmente incisos, que figuram os olhos, e um focinho saliente. Neste são visíveis dois pontos e uma linha incisos que representam as narinas e a boca. A cabeça apresenta, ainda, duas orelhas salientes encimadas pelos cornos. O animal é pintado de laranja com a extremidade da cauda e dos cornos de tonalidade negra. A base da peça, pintada de amarelo e verde, é decorada com faixas transversais vermelhas e com linhas incisas que se cruzam entre si formando losangos.
  • Origem/Historial: Na ficha manual a peça tem a designação "Figurado de barro". No entanto, optei por utilizar a denominação "Vaca com cria a mamar" na medida em que identifica à priori a temática da figura. A designação "Vaca com cria a mamar" consta na ficha manual como o nome local. A peça foi comprada por Eugénio Lapa Carneiro em Paranhos, Porto. . A peça deu entrada no museu em 1966.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
  • Centro de Fabrico: Barcelos

Bibliografia

  • BARRETO, Maria Angélica Abreu L. Cruz - Figurado de Barcelos - Investigação realizada para a conclusão de Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesa. Universidade Nova de Lisboa - F.C.S.H -: Policopiado, 1990
  • CARNEIRO, Eugénio Lapa - Donde vem a confusão entre louças do Prado e louças de Barcelos. Barcelos: 1962
  • CARNEIRO, Eugénio Lapa - São de barro, não pecam - D. Frei Bartolomeu dos mártires e a antiguidade da indústria dos bonecos de Barcelos, in Separata da Revista de Barcelos, 2ª série. Barcelos: 1998/1999
  • CLÁUDIO, Mário - Rosa. Porto: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1988
  • IEFP, Feira Internacional das Indústrias da Cultura - Figuras e Figurados - O culto, a festa e o quotidiano, FIL, 5 a 9 de Novembro de 1997: 1997
  • IEFP, Ministério da Segurança Social e do Trabalho - Mestres Artesãos do Século - Artefactos do mundo por mãos portuguesas, Feira Internacional do Artesanato, FIL, 29 de Junho a 7 de Julho de 2002
  • OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Museu Nacional de Etnologia, 2000
  • PEIXOTO, Rocha - As Olarias de Prado: Museu Regional de Cerâmica, Cadernos de Etnografia, nº 7, 1966
  • SEIXAS, Paulo Castro; Providência, Paulo - Figurado uma visão do mundo, Exposição. Barcelos: Câmara Municipal de Barcelos, Museu de Olaria, 2002
  • VILLAS BOAS, Joaquim Selles Paes - Um Capítulo da Etnografia Barcelense, as Olarias: Companhia Editora do Minho, 1951

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