Raposa
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Museu: Museu Nacional de Etnologia
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Nº de Inventário: AQ.291
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Super Categoria:
Etnologia
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Categoria: Artes plásticas
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 20
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Dimensões (cm): Comp. 10,5 x Alt. 17
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Descrição: Raposa em barro policromado.
A figura assenta numa base plana rectangular, na qual é aplicada um bocal de assobio de bisel.
O animal apresenta quatro membros e o corpo cilindriformes, e uma cauda erguida que descreve um arco. A extremidade da cauda assenta sobre a cabeça formando uma espécie de asa.
O pescoço é cilindriforme. A cabeça apresenta dois pontos negros incisos que figuram os olhos, e um focinho saliente. Neste são visíveis dois orifícios e uma linha incisa, que representam o nariz e a boca. A cabeça exibe, ainda, uma série de saliências semi-ovais que se encontram sobrepostas, figurando uma juba.
A base, pintada de cinzento, é decorada com uma linha incisa. O corpo do animal é pintado de laranja e é ornamentado com pinceladas irregulares de tonalidades multicolores (negro, vermelho e branco). A cabeça deste é pintada de cor de rosa pálido e é decorada com pintas e manchas de tonalidade vermelha e negra. A cauda, de cor vermelha, é ornamentada com três pares de manchas brancas e negras com laivos de azul, cada um deles separados por um par de linhas transversais incisas.
A peça exibe uma série de orifícios.
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Origem/Historial: Na ficha manual a peça tem a designação "Boneco-assobio". No entanto, optei pela denominação "Raposa" na medida em que identifica à priori a temática da peça. A designação "Raposa" consta em fichas manuais referentes a peças de estrutura semelhante, tendo sido adoptada por questões de uniformização das designações.
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Incorporação: Anterior proprietário: Desconhecido
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Centro de Fabrico: Barcelos
Bibliografia
- BARRETO, Maria Angélica Abreu L. Cruz - Figurado de Barcelos - Investigação realizada para a conclusão de Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesa. Universidade Nova de Lisboa - F.C.S.H -: Policopiado, 1990
- CARNEIRO, Eugénio Lapa - Donde vem a confusão entre louças do Prado e louças de Barcelos. Barcelos: 1962
- CARNEIRO, Eugénio Lapa - São de barro, não pecam - D. Frei Bartolomeu dos mártires e a antiguidade da indústria dos bonecos de Barcelos, in Separata da Revista de Barcelos, 2ª série. Barcelos: 1998/1999
- CLÁUDIO, Mário - Rosa. Porto: Imprensa Nacional da Casa da Moeda, 1988
- IEFP, Feira Internacional das Indústrias da Cultura - Figuras e Figurados - O culto, a festa e o quotidiano, FIL, 5 a 9 de Novembro de 1997: 1997
- IEFP, Ministério da Segurança Social e do Trabalho - Mestres Artesãos do Século - Artefactos do mundo por mãos portuguesas, Feira Internacional do Artesanato, FIL, 29 de Junho a 7 de Julho de 2002
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de (*) - Instrumentos Musicais Populares Portugueses. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian/Museu Nacional de Etnologia, 2000
- PEIXOTO, Rocha - As Olarias de Prado: Museu Regional de Cerâmica, Cadernos de Etnografia, nº 7, 1966
- SEIXAS, Paulo Castro; Providência, Paulo - Figurado uma visão do mundo, Exposição. Barcelos: Câmara Municipal de Barcelos, Museu de Olaria, 2002
- VILLAS BOAS, Joaquim Selles Paes - Um Capítulo da Etnografia Barcelense, as Olarias: Companhia Editora do Minho, 1951