Máscara Ndomo

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AC.969
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Ritual
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20/21
  • Dimensões (cm): Alt. 43,7 x Larg. 13,8
  • Descrição: Máscara de madeira que representa um rosto com características humanas. O rosto tem um formato oval convexo. A boca consiste numa ranhura horizontal, sendo o lábio inferior desnivelado do superior. O nariz é recto, com um formato piramidal, e está esculpido numa superfície plana do rosto. Os olhos são duas aberturas circulares. A testa é esférica, com algumas ténues linhas incisas. De ambos os lados estão esculpidas duas pequenas orelhas com um formato rectangular. No topo da máscara encontra-se uma secção transversal recta da qual partem três chifres rectos paralelos. Junto à parte posterior da máscara apresenta um orifício de cada lado. No orifício da esquerda está fixo um cordão.
  • Origem/Historial: As máscaras Ndomo são um dos elementos das performances rituais de uma das sete sociedades de iniciação entre os Bamana e que está relacionada com a iniciação os rapazes antes da sua circuncisão. Este objeto faz parte de um conjunto mais vasto adquirido por Victor Bandeira durante a viagem que fez a África entre Novembro de 1960 a Outubro de 1961 acompanhado da pintora francesa e sua companheira da altura, Françoise Carrel, na qual passou pelo Mali, Senegal, Sudão, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Em 1961, Victor Bandeira expôs a coleção que constituiu durante esta viagem na inauguração do Museu da Escola Superior de Belas Artes, no Porto. Nesta exposição conheceu Ernesto Veiga de Oliveira, estreitando-se a partir daí uma forte colaboração e relação de amizade com a equipa do museu, passando a adquirir grandes conjuntos de objetos para a constituição do acervo.

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