Máscara do Korè

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: AC.973
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Ritual
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20/21
  • Dimensões (cm): Alt. 52,3 x Larg. 18,5
  • Descrição: Máscara em madeira que representa o rosto de uma hiena. O rosto apresenta contornos rectangulares. O focinho projecta-se na base da máscara com um formato paralelepipédico, com uma abertura que deixa antever um interior ôco. O nariz é recto e bem saliente, com um formato piramidal. Os olhos são duas aberturas ovais. A testa é esférica, com algumas ténues linhas incisas. De ambos os lados estão esculpidas duas orelhas erectas que acompanham o rosto desde a base da máscara e elevam-se um pouco acima do topo desta. Junto à parte posterior da máscara estão dois orifícios de cada lado, dois deles unidos um cordão e tira de cabedal.
  • Origem/Historial: Máscara utilizada pelo grupo Bamana em performances rituais da sociedade iniciática do Korè, durante a iniciação dos jovens rapazes no acesso ao seu estatuto de adultos. Este objeto faz parte de um conjunto mais vasto adquirido por Victor Bandeira durante a viagem que fez a África entre Novembro de 1960 a Outubro de 1961 acompanhado da pintora francesa e sua companheira da altura, Françoise Carrel, na qual passou pelo Mali, Senegal, Sudão, Guiné-Bissau, Costa do Marfim, Gana e Nigéria. Em 1961 expõe a coleção que constituiu durante esta viagem na inauguração do Museu da Escola Superior de Belas Artes, no Porto. Nesta exposição conheceu Ernesto Veiga de Oliveira, estreitando-se a partir daí uma forte colaboração e relação de amizade com a equipa do museu, passando a adquirir grandes conjuntos de objetos para a constituição do seu acervo.

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