Técnica: Talha e ensamblagem de elementos c/ entalhes de topo e espigas de madeira, colas e preparados de gesso e cola para uniformizar
Dimensões (cm): Alt. 343 x Larg. 225 x Prof. 115
Descrição: Retábulo com planta de perfil reentrante, apresenta estrutura arquitectónica barroca, encontrando-se bastante alterado na sua estrutura original, sendo de referir a ausência dos paineis de fundo do nincho central, paineis laterais e da base referentes ao mesmo nicho. O nicho central, também dito camarim, está estruturalmente vazio e não tem caixa interior.
Estrutura: tem modelação vertical segundo um só tramo, com um vão central em forma de camarim, sendo este ladeado por dois pares de colunas pseudo-salomónicas [fuste espiralado com sete espiras cada e recamo de folhas de videira, cachos de uvas e aves]; a encimar as referidas colunas, capitéis coríntios seguidos de impostas relevadas com arquitrave e cornija perspectivadas; este corpo assenta sobre uma base ou predela escalonada em pedestais paralelipipédicos [formando degraus verticais], que acompanham o perfil reentrante das colunas.
Ático: peça de remate ou fecho retabular assente sobre o corpo do retábulo. É composto por uma arquivolta plena em semi-círculo, composto por arcos concêntricos, sendo um dos arcos espiralado ou dito "salomónico", antecedido por faixas relevadas com vasamentos na madeira. Tem a moldura exterior ou guarda pó em friso contínuo ao qual sobrepõem três aduelas, uma ao centro e duas colaterais, entalhadas, douradas e policromadas com entalhamento em alto relevo de cabeças de anjo aladas, querubins, dourados e policromados. Deixa vasado o espaço interior, correspondente ao tímpano.
Origem/Historial: Este retábulo é idêntico estrutural e morfológicamente ao retábulo com nº invº 38/B. Albergam esculturas de vulto plena representando os Santos trinitários, provenientes do Convento das Trinas de Lisboa, 1922:nº 49 pág.12.
Ambos os retábulos estiveram á data de 1960, expostos na sala das pedras, no seguimento da entrada régia do Museu, albergando nesta época no lugar referente ao camarim, painéis de azulejo azul e branco. Esta sala era referida no Roteiro do Museu de 1960, como a Sala das Carruagens. São referidos os dois altares provenientes da antiga Sé episcopal (?). Podem ainda ser provenientes do Convento da Madre de Deus de Sá de Aveiro de acordo com os inventários de 1922 e de 1942.
Incorporação: Proveniente do Convento da Madre de Deus de Sá de Aveiro; foi entregue a comissao do Museu de Aveiro em 12 de Outubro de 1912 pela Junta de Paroquia da Freguesia da Vera Cruz de Aveiro, apos arrolamento de bens da Freguesia da Vera Cruz de Aveiro, Inventario de 14 de Agosto de 1911.
Descritos nos inventarios de: 1922 com o nº 13; e no inventario de 1942 com o nº 83/115, reportando se nestes inventarios ao Convento da Madre de Deus de Sa.
ANTT, MF-DGFP/E/002/00002, Inventario da extinçao do Convento da Madre de Deus de Sa, Aveiro, 1859-1933; localizaçao fisica: Ministerio das Finanças, caixa 1853, capilha 3.
Centro de Fabrico: Desconhecido, presumivelmente do Norte do país
Bibliografia
GONÇALVES, António Manuel - Roteiro do Museu de Aveiro. Aveiro: 1960
Inventário de 1922
Inventário de 1942
SANTOS, Domingos Maurício Gomes dos (s.j.), 1963-7, O Mosteiro de Jesus de Aveiro, Lisboa: Companhia de Diamantes de Angola, Museu do Dundo.
SANTOS, Reynaldo dos - Exposição de Arte Portuguesa em Londres, (800-1800), Royal Academy of Arts, Out. 1955- Março 1956. Lisboa: 1955-56
SERRÃO, Vitor - A Pintura Proto-Barroca em Portugal, 1612-1657: 1992
Exposições
EXPOSIÇÃO DE ARTE RELIGIOSA DO DISTRITO DE AVEIRO DE 1895.
AVEIRO
Exposição Física
Exposição de Arte Portuguesa em Londres (800-1800)