Descrição:
O capitel (32a/M) faz conjunto com a coluna 32/M tem secção circular com entalhamento de folhagem de acanto em dois níveis e com quatro volutas nos cantos; o capitel é entalhado em 3/4 do volume total, sendo a rectaguarda lisa e côncava.
Coluna (32/M) e Capitel (32a/M) formam um conjunto integrado, proporcionalmente concebido e com vocabulário característico do período Barroco "Nacional ou Pedrino";
Função: ambas as peças funcionavam adossadas a um suporte à rectaguarda correspondente ás ilhargas de um retábulo; este elemento encaixa na coluna através de prumo em madeira colocado ao centro de ambas as peças.
(Observações de Maria da Luz Nolasco)
O capitel 32a/M forma conjunto com as restantes colunas e capiteis: 30/M-30a/M, 31/M-31a/M, 29/M-29a/M.
Atualização: houve uma intervenção de medidas preventivas de Conservação realizadas em Junho de 2017, na reserva do Piso 2, tendo este conjunto sido retirado da exposição permanente para ser sujeito a uma desinfestação.
Acompanhou Maria da luz nolasco/ outubro de 2017.
Neste período foi reorganizada a reserva da talha, mobiliário e pintura.
Origem/Historial: Convento da Madre de Deus de Sá
No século XVII o lugar de Sá era um território sob jurisdição civil da Comarca de Ílhavo e resultava de uma extensão natural das terras de Ílhavo, como se de um enclave se tratasse, por entre as “Agras da Villa de Aveiro”.
O Convento da Madre de Deus de Sá, feminino, pertencia à ordem de S. Francisco. Fundado em 1644, pelas religiosas que vieram do Mosteiro de Nossa Senhora do Loreto, na vila de Almeida, refugiadas em Aveiro devida às Guerras da Restauração.
Chegadas a Aveiro no dia 22 de julho do ano de 1644, hospedaram-se no palácio de dona Brites de Lara e Meneses a qual lhes ofereceu uma habitação no sítio dos Ferreiros, para aí fundarem um Convento. Renunciaram a esta oferta, porque já tinham uma doação de casas e pomar, em Sá, extra muros de Aveiro, que lhes fizera dona Maria Ferreira, viúva de Manuel Barreto Sernige, onde a 2 de Agosto se instalaram.
O Convento da Madre de Deus recebeu ao longo da sua vida educandas, coristas, seculares e criadas, cujas idades de entrada estão documentadas, entre os 3 e os 50 anos de idade. Em 1 de janeiro de 1882 um grande incêndio destruiu grande parte deste Convento.
Em 13 de fevereiro de 1885, por Despacho do Ministério da Justiça foi este Convento suprimido e a sua última religiosa, Madre Ana Benedita de S. Miguel, foi viver para Fermelã, onde veio a falecer em 29 de setembro de 1889.
Seguiram-se-lhe obras de adaptação para quartel, tendo sido transferido para o local, a 8 de setembro de 1888, o Regimento de Cavalaria 10, de Aveiro. Atualmente é um quartel da Guarda Nacional Republicana.
MLN / 12 Março, 2018
A Capela de São João do Rossio foi demolida em 1910; ver actas da Cãmara Municipal de Aveiro, 1910 a 1920, pág.11 e 12.
Incorporação: Mandato legal.
Transferência dos bens da Igreja para o Estado segundo o Dec. de 1910 (que retoma os de 1834), da Capela de São João do Rossio para o Museu de Aveiro quando da sua constituição.
Bibliografia
Catálogo da Exposição "Robert C. Smith, 1912-1975 - A Investigação na História de Arte". Lisboa: Fundação Caloust Gulbenkian, Serviço de Belas Artes, Arquivo, 2000
GONÇALVES, António Manuel - Roteiro do Museu de Aveiro. Aveiro: 1960
ROCHA, Hugo Cálão - O Convento da Madre de Deus de Sá em Aveiro: Dos objectos às devoções - um espólio do Museu de Aveiro, (relatório final de estágio do Mestrado em História e Património (ramo de especialização em Mediação Patrimonial) da Fac. Letras da U.P.. Porto: Fac. Letras U.P. (policopiado), 2009
Cardoso, Maria da Luz Nolasco (2019). "O Retábulo do Convento da Madre de Deus de Sá- Conjunto de retábulo e sacrário em Exposição Permanente, Museu de Aveiro, Santa Joana", Revista de História da Sociedade e da Cultura - nº 19, https://doi.org/10.14195/1645-2259_19_33
Exposições
A Investigação na História de Arte
Fundação Calouste Gulbenkian, Serviço de Belas Artes, Lisboa