Santo António (iconográfico)
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Museu: Museu de Aveiro
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Nº de Inventário: 92/B
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Escultura
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Autor:
Autor desconhecido (Oficina de escultura)
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Datação: Século 18
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Suporte: madeira
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Técnica: esculpido com policromia e estofado
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Dimensões (cm): Comp. xx x Alt. xx x Larg. xx
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Descrição: Escultura de vulto em madeira policromada, estofada e dourada, representando Santo António, o qual não tem já a cabeça. Segundo notícia no Museu, foi-lhe retirada nos anos 80 do sé. XX (possívelmente por se ter partido e não ter sido logo restaurada). No entanto é pela feição da cara, que frequentemente se distingue também Sto António de Lisboa (de Pádua), ou Santo António com O menino, conhecido entre nós, de S. Framcisco de Assis o fundador da Ordem
O Santo veste túnica do hábito, apertada com cinturão de fivela na cintura, mas, do mesmo cinto, caindo de lado o cordão do hábito dos frades menores, franciscanos, com três nós símbolos dos seus votos (Ver Representação> Iconografia).
A túnica cai até aos pés, negra, mas estampada com uma barra de dourado, deixando ver os pés, que não estão descalços, mas com sandálias (de acordo com o mesmo hábito), e decorada também de estofado dourado no final das mangas, largas. Por cima ves uma capa, também preta, e também com decoração de estofado em dourado, que fecha à frente sobre o peto, com um pouco de gola alta, que ligava ao capúz caido sobre as costas.
Na sua mão direita não tem já a cruz que é dado ter na sua representação iconográfica, na sua mão esquerda segura um livro (o das Constituições da Ordem), sobre o qual deve ter tido a representação de uma imagem do enino Jesus, que ora já não tem, como é frquente e recorrente na iconografia de Santo António de Lisboa (ou de Pádua), universal. Como aliás acontece noutras obras deste Museu.
(Ver Representação> Iconografia).
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Origem/Historial: Proveniente do Convento das Salésias, de Lisboa
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Incorporação: Transferência legal dos bens da Igreja para o Estado (Dec. de 1910, que retoma os de 1834), neste caso para o Museu de Aveiro.
Esta escultura de vulto é proveniente do Convento das Salésias de Lisboa, extinto no séc. XIX, e terá entrado nas coleções do Museu, em 1913 ou 1914, no contexto da ação desenvolvida pelo Dr. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães (jurisconsulto, advogado, Aveiro) junto da Comissão Jurisdicional das Extintas Congregações Religiosas (Lisboa), com vista o enriquecimento das coleções do recém-instalado e criado Museu de Aveiro (1911-1912), com a integração de outras obras de arte, de feição religiosa (temática, materiais e funções) similar, às da origem do Museu, provenientes de outros conventos extintos de Lisboa.
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Centro de Fabrico: Lisboa / Sul