Descrição: Escultura de vulto em madeira policromada e dourada representando Santo António. O Santo apresenta-se de pé, de frente, tendo na sua mão esquerda um livro fechado. Tem os pés descalços e a cabeça tonsurada.
Veste o hábito dos franciscanos com túnica, com capa pelos ombros e capuz pelas costas, presa na cintura por uma corda com três nós. (Ver Representacao/ Iconografia e Documentação Associada). A decoração do habito, castanho, é dourada e policromada de estofado, e ainda com o pontilhado, notorio no capuz. (Ver Multimedia).
Esta imagem tem como atributo, uma cruz dourada, que, mesmo quando a imagem esteve exposta ao publico, lhe foi retirada, por ser amovivel, dado o seu facil acesso em ser levada; encontra-se a parte, na Reserva onde esta a imagem
A escultura assenta numa base de madeira, octogonal, com decoração de marmoreado vermelho e branco.
Origem/Historial: Proveniente do Convento das Salésias (Ordem Salesiana - ramo masculino), de Lisboa.
Incorporação: Transferência legal, dos bens da Igreja para o Estado (Dec. de 1910, que retoma os de 1834), neste caso para o Museu de Aveiro.
Esta escultura de vulto é proveniente do Convento das Salésias de Lisboa, extinto no séc. XIX, e terá entrado nas coleções do Museu, em 1913 ou 1914, no contexto da ação desenvolvida pelo Dr. José Maria Vilhena Barbosa de Magalhães (jurisconsulto, advogado, Aveiro) junto da Comissão Jurisdicional das Extintas Congregações Religiosas (Lisboa), com vista o enriquecimento das coleções do recém-instalado e criado Museu de Aveiro (1911-1912), com a integração de outras obras de arte, de feição religiosa (temática, materiais e funções) similar, às da origem do Museu, provenientes de outros conventos extintos de Lisboa.