Prato

  • Museu: Paço dos Duques
  • Nº de Inventário: PD0471
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Alt. 11 x Diâm. D. 61,7 Base - 41,8 x Esp. 0,6 x Prof. 9,1
  • Descrição: Prato côvo, rodado ao torno, com paredes arredondadas bordo evertido formando lábio, um dos quais levantado, sobre pequeno pé ligeiramente inclinado para o interior. Executado em porcelana densa e pesada, revestida com vidrado incolor tipo "casca de laranja". Bases vidradas brancas. No interior, a parede e fundo do prato são preenchidas totalmente a esmalte negro, sobre o qual se desenham arabescos e folhagem em tons de verde, enquadrando seis grandes peónias em rosa e branco dispostas em coroa, dois mal-me-queres, borboletas multicolores esvoaçantes, e várias pequenas peónias monocromas, em tons de vermelho ferro, azul, amarelo e branco. Rodeia o bordo, sublinhado a castanho, cercadura de fundo rosa com enrolamentos de folhagem envolvendo peonias, amarelas e matizadas em rosa e branco, alternadas. O tema decorativo deste prato assume plenamente a continuidade de gosto empregue ao longo dos séculos nos fornos produtores de porcelana. Desde a dinastia Tang (618 – 907 DC) que a flor e enrolamento de peónias são elementos fundamentais do reportório decorativo naturalista chinês, como símbolos da Primavera, riqueza e prosperidade, assim como a conjugação de flores com insetos fazem continuadamente parte da decoração pictórica da porcelana da China desde a dinastia Yuan (1279 – 1368 DC), e empregue transversalmente ao longo dos séculos com destaque para as peças em azul e branco do período de Transição (meados do séc. XVII) e do período de Yongzheng (1723-1735). A decoração deste prato parece ter origem no período de Yongzheng (1723-1735), a qual se junta geralmente reservas sofisticadas com variadas formas: em rolo de papel, folha recortada, entre outras, com flores ou paisagens eventualmente acompanhadas por personagens ou animais, tendo como denominador comum a excelência na qualidade de execução formal da pintura.
  • Incorporação: Adquirido a "Antiquália, Ldª"

Bibliografia

  • CASTRO, Nuno de - A Cerâmica e a Porcelana Chinesas, vol.II

Multimédia

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