Jarrão

  • Museu: Paço dos Duques
  • Nº de Inventário: PD0503
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Dimensões (cm): Alt. 141 x Diâm. Boca - 30,7 Base - 36,8 x Esp. 0,9 x Prof. 112,5
  • Descrição: Par de potes de grandes dimensões, em forma de balaústre, que se eleva de anel saliente, com colo alto projectado para o exterior rematando em anel direito e relevado, banda abaulada junto ao ombro, repousando sobre pequeno pé. Tampas de encaixe em forma de cúpula com aba direita sobrepujada por leão budista como pega, sendo um em madeira pintada substituindo a pega original. Foram executados em três partes, cuja união é visível no exterior, em porcelana muito branca revestida por um vidrado espesso e brilhante salvo nas bases marcadas por estrias concêntricas. Os potes são pintados com esmaltes da paleta da “família rosa”, espessos e vivos, com ênfase nos rosas, azuis e verdes, matizados a branco e pormenorizados a ouro. A decoração consiste em duas grandes fénix, pousadas em rochedos recortados, num jardim pontuado por cercas e ramos de peónias arborescentes. A restante superfície é decorada por raminhos de flores, dispersos, no estilo Meissen. Esta decoração está circunscrita junto à base pelo anel saliente decorado com espirais vermelhas seguida de cercadura de folhas pontiagudas estilizadas, e no ombro por banda saliente, de fundo vermelho ferro com quadrifólios dourados e reservas rectangulares pintadas com paisagem fluvial, e de recorte em folha com um ramo de flores. O colo é preenchido por lambrequim composto por painéis recortados policromos de vários padrões, sugerindo têxteis como a seda ou o brocado, enquadrados por aletas e envolvidos por flores. No anel do bordo, grega a ouro sobre vermelho ferro, que se repete na aba da tampa. Esta retoma a decoração do ombro e do colo, apresentando o leão pelagem de leopardo e juba verde. A manufactura destes potes apresenta dificuldades acrescidas tanto na execução e junção das diferentes partes que os compõem, como no controle do processo de cozedura nos fornos a lenha, processo moroso que naturalmente se reflectia no valor destas peças e as tornaria somente acessíveis a uma restrita elite. Conhecem-se, contudo, vários exemplares de pares iguais ou semelhantes a este quer em colecções institucionais, quer privadas, nacionais e internacionais, com especial incidência em Portugal e no Brasil, designadamente na Colecção Ricardo Espírito Santo Silva, que detém um par com a mesma decoração e ligeiras alterações na paleta de cores; em Delaval Hall, The Baron Hastings Collection, um par de potes iguais, excepto na policromia, com a particularidade da sua compra estar registada no ano de 1778, com descrição pormenorizada, nos arquivos de família; os pares de potes da colecção da Fundação Ricardo Espirito Santo Silva, com o nº de Inv.1252/1/2; o par pertencente ao Museu Calouste Gulbenkian, com o nº de Inv.244 A e B, e o par do Rijksmuseum, Amesterdão, nº. Inv. AK-NM 6467.
  • Incorporação: Adquirido a"Antiquália, Ldª"

Bibliografia

  • Matos, Maria Antónia Pinto de - Porcelana chinesa na colecção calouste Gulbenkian. Lisboa: Fundação Calouste gulbenkian, 2003
  • Howard, David S.; The Choice of the Private Trader: The Private Market in Chinese Export Porcelain illustrated from the Hodroff Collection. Published 1994 by Zwemmer.

Exposições

  • Paço dos Duques | 50 anos | Residência de Presidentes

    • Paço dos Duques
    • 24/6/2009 a 6/9/2009
    • Exposição Física
  • Colecção em Destaque – Porcelanas Orientais

    • Paço dos Duques
    • 1/2/2010 a 21/3/2010
    • Exposição Física

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