Técnica: Vidro soprado; pintura a esmaltes polícromos.
(Vidro soprado para molde na copa?)
Douragem a frio
Dimensões (cm): Alt. 12 x Diâm. 9,5(copa); 5,6(base)
Descrição: Taça com pé; base discoide com bordo revirado para o interior; pé em forma de balaústre invertido, oco, com botão achatado na secção inferior, junto à base; copa ovalada e quadrilobada. Bordo e secção superior da copa decorados com elementos geométricos (tipo arcadas raiadas) dourados e realçados por linhas ponteadas de esmalte branco.
Etiqueta com número de Arrolamento judicial na base (número B'''40 que não corresponde à descrição desta taça mas sim da peça inv.nº3815).
Origem/Historial: A descrição desta peça corresponde à identificada sob o número B'''42 do Arrolamento judicial, segundo a qual a taça estaria guardada dentro de uma vitrine na Sala do Retrato da Rainha no andar nobre.
De inspiração renascentista, estes cálices ou "goblets" foram fabricados no período compreendido entre 1866 en 1872 pela casa Salviati. António Salviati desvinculou-se da "Compagnia Venezia Murano"em 1877 e no ano seguinte a firma apresentouestes mesmos modelos com sua assinatura na Exposição Universal de Paris.
Foi adquirido em Veneza, na viagem da família real pela Europa em 1888.
A coleção Rossella Junck possui um lavabo com prato com a mesma decoração, bem como a coleção Boos-Smith.
Incorporação: Casa Real
Centro de Fabrico: Murano/Veneza, Itália
Bibliografia
APNA, Direcção Geral da Fazenda Pública, Arrolamento do Palácio Nacional da Ajuda, vol. 8, 1912.
CAPPA, Giuseppe - "Le Génie Verrier de l'Europe, 1840-1998": Mardaga, 1998
BARR, SHELDON. "Venitian Glass, Confections in Glass, 1855-1914", Hong Kong, Harry N. Abrams, 1998
"Ricordo di Venezia. Vidros de Murano da Casa Real Portuguesa", catálogo da exposição, Imprensa Nacional Casa da Moeda e Palácio Nacional da Ajuda. Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, de julho a novembro de 2015.
Exposições
"Ricordo di Venezia. Vidros de Murano da Casa Real Portuguesa"