Relógio de sol horizontal portátil

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 4857
  • Super Categoria: Ciência e Técnica
  • Categoria: Investigação e Desenvolvimento
  • Autor: Autor desconhecido (Ourives)
  • Técnica: Ouro cinzelado, marfim gravado e policromado, vidro incolor, papel policromado (?)
  • Dimensões (cm): Alt. 1,4 x Larg. 4 x Prof. 4
  • Descrição: Relógio de sol horizontal portátil, também designado por díptico, de forma octogonal, com caixa de ouro e interior em marfim. A tampa, de charneira, apresenta as armas reais portuguesas em cartela assimétrica cinzeladas e molduradas por hastes de folhagem e flores, sendo rematada no bordo por discreto molduramento. No interior, sobre o bordo da bússola, figura a escala das horas gravada em algarismos árabes (12-6/6-12). O centro, protegido por vidro, apresenta o diagrama da bússola com uma rosa dos ventos cujo Norte é indicado por uma flor de lis. A agulha magnética é de navegação encontrando-se colocada sob o diagrama. O fio que serve de gnómon para indicar a hora através da projecção da sua sombra, encontra-se fixo entre o bordo da bússola e o interior da tampa. Este é revestido por uma placa de marfim lisa.
  • Origem/Historial: Este tipo de instrumento portátil servia para determinar a hora do dia e da noite em relação a uma determinada latitude. A caixa deverá ser colocada numa superfície horizontal e a tampa aberta de forma a que o fio se mantenha esticado. "Orienta-se em seguida na direcção do Norte verdadeiro, através da agulha magnética. Para este efeito torna-se necessário introduzir o valor da declinação magnética. Com o relógio assim orientado, a sombra da linha, cujo ângulo com a horizontal corresponde à latitude do lugar (depois de a caixa se encontrar convenientemente aberta), indicará a hora solar verdadeira do lugar. A obtenção da hora legal implicará as correcções da equação do tempo, da longitude e do fuso horário, que no entanto não são fornecidas pelo instrumento, limitando-se este a dar a hora solar verdadeira. Este relógio é suficientemente rigoroso na latitude para que foi desenhado ou nas suas proximidades" (cf. Tempo Real. Colecção de relógios do Paço da Ajuda, PNA, Lisboa, 1996-1997, cat. 85, p. 116). Peça adquirida pelo Estado português aos herdeiros de D. Miguel, em 1943 pela quantia de mil escudos.
  • Incorporação: Casa Real
  • Centro de Fabrico: Portugal

Exposições

  • Tesouros Reais

    • Palácio Nacional da Ajuda - Museu
    • 15/7/1991 a 15/10/1992
    • Exposição Física
  • Catálogo das Jóias e Pratas da Coroa

    • Palácio Nacional da Ajuda
    • Exposição Física
  • Tempo Real. Colecção de Relógios do Paço da Ajuda

    • Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa
    • Exposição Física
  • Temps Royal. Collections royales du Palais da Ajuda à Lisbonne

    • Musée de l'Horlogerie et de l'Émaillerie de Genève
    • 15/4/1999 a 15/11/1999
    • Exposição Física
  • Museu Tesouro Real

    • Palácio Nacional da Ajuda
    • Exposição Física

Multimédia

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