Cómoda de batente

  • Museu: Palácio Nacional da Ajuda
  • Nº de Inventário: 339
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (Marceneiro)
  • Datação: Século 19
  • Suporte: Estrutura em pinho ou casquinha; interior em mogno; montantes em pau-santo maciço.
  • Técnica: Madeira torneada, recortada, marchetada/folheada, embutida, tingida, polida; bronze fundido e dourado
  • Dimensões (cm): Alt. 84,7 x Larg. 133,0 x Prof. 67,8
  • Descrição: Cómoda de batente, com a frente contramoldada e saial recortado, inteiramente decorada com temas distintos em cada uma das três faces - frente e ilhargas -, num marchetado finamente executado com madeiras exóticas de diversas tonalidades. A frente (alçado principal) representa um ambiente festivo cortesão, uma alegoria báquica. Encontra-se representado um banquete, num espaço arquitectónico que parece ser um terraço. Ao centro, a mesa com seis personagens sentadas à volta; ao lado da mesa, no chão, refrescadores com garrafas e um cão roendo um osso; ao fundo, uma arcada com uma videira entrelaçada nos arcos e cachos de uvas suspensos; ao alto, à esquerda uma tribuna com criados com garrafas na mão; à direita, junto às arcadas, um grupo em conversa, com cachos de uvas na mão. Pela sala circulam criados, uns levando travessas com uvas e com copos, outros servindo bebidas. Na ilharga esquerda, a representação iconográfica da Primavera, dentro de uma reserva: em campo florido, por entre árvores de frutos com pássaros à volta, um casal de jovens em cena galante, enquanto ao seu lado uma jovem rega as flores do chão. Na ilharga da direita, a representação iconográfica do Verão, dentro de uma reserva: em primeiro plano uma cena galante, um jovem de joelhos no chão diante de uma jovem, para quem colhe e estende uma flor, ambos rodeados de pequenos animais; em plano de fundo uma abundante ceara, árvores e pássaros. Quando o batente rebate, podemos ver a sua face interna (reverso), que apresenta decoração geométrica: uma malha estreita de losângulos, ritmados por intermédio da utilização de madeiras claras e escuras, deste modo criando um jogo de contrastes. No interior escondem-se dois gavetões contramoldados, também marchetados, mas decorados com motivos vegetalistas e florais enquadrados por três reservas geométricas; aqui os embutidos utilizam madeiras de tons mais claros que o fundo, e madeira tingida em tons de verde; possuiem quatro puxadores e dois escudetes, em bronze fundido (de aparência posterior). Aplicações de bronze dourado (só fundido, não cinzelado) nos quatro montantes: chutes com enrolamentos e folhagem assimétricos; só os montantes da frente têm bronze adossado em toda a extensão - um friso geométrico, de perlado vazado, une a decoração das chutes à dos pés. Os montantes são curvilíneos, sendo a zona dos joelhos de proeminência acentuada. O tampo, em mármore cor-de-vinho com nós brancos, é saliente e o seu recorte acompanha as linhas sinuosas do alçado principal; o bordo tem apenas uma aresta, seguida de moldura boleada.
  • Origem/Historial: As cómodas (invº338 e 339) foram pensadas para formar um par, pois completam-se entre si. Na ilharga de cada uma, figuram iconografias românticas alusivas a uma quadra estival; o conjunto das quatro ilhargas, resulta na representação das quatro Estações do ano.
  • Incorporação: Casa Real
  • Centro de Fabrico: Portugal (?)

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