Prato representando Penélope

  • Museu: Palácio Nacional de Mafra
  • Nº de Inventário: PNM 7265
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1798/1820
  • Técnica: moldado (prato); estampado (cercadura e rosto); pintado à mão (inscrição, elmo e cabelo)
  • Dimensões (cm): Diâm. 21,8
  • Descrição: Prato de porcelana, decorado com o perfil de Penélope, personagem da mitologia grega. Formato circular, covo acentuado e aba ligeiramente côncava; possui cercadura e rosto estampados; no bordo, filete dourado; na aba, cercadura dupla em diferentes tons de ouro: uma com dupla folha de louro alternando com baga, outra alternando romão, baga e folha de louro; na inclinação do covo largo filete dourado. Ao centro, sobre fundo negro, aplicação em estampa de rosto feminino em perfil, sendo o cabelo pintado e relevado a pincel; sob o rosto, inscrição a letra manuscrita, na ténica de retirar a tinta - "Penelope". No reverso, junto ao bordo, filete dourado; no fundo, na lateral assinatura "Schoelcher" e ao centro três marcas de apoio durante o processo de fabricação, corrigidas por abrasão. Selo com cercadura azul contendo o nº de inventário.
  • Origem/Historial: O par de pratos representando Penélope e Heitor, deverá ter pertencido às coleções do Palácio Imperial do Rio de Janeiro, depois trazido para Portugal aquando do regresso da Família Real. Foi transferido da Casa Forte do Palácio das Necessidades, segundo ofício de 21.9.1956.(ver ofícios 21.9.56 e 4.1.57 do Dossier de Entrada de Espécies - Arquivo Morto). Na Relação de Peças é-lhe atribuído o nº "04838 - Comissão de Arrolamento dos Paços" juntamente com o prato PNM 7265. A inscrição no reverso - "Schoelcher" - corresponde a uma família de produtores de porcelanas franceses famosa, com actividade de 1798 a 1834, primeiro como fabricantes/decoradores de porcelana dura, depois como decoradores/vendedores. Historial da Fábrica: Marc Schoelcher comprou em 28.4.1798 a fábrica do Comte d'Artois nos arredores de Saint-Denis; em 1806 separa-se da esposa que mantém a fábrica e ele a decoração e venda. A fábrica é vendida em 1810. A partir de 1810 ele e o filho Victor, vendem porcelanas decoradas provavelmente comprada em branco a Fleury, um produtor de Saint-Denis, e Lefebvre, dono de uma fábrica na Rua Amelot. Para eles trabalham vários douradores, pintores e decoradores. Na exposição de 1819 Marc Schoelcher recebe uma medalha de prata pela criação de uma chávena. A fábrica encerrou em 1834, dois anos após a morte de Marc Schoelcher.
  • Incorporação: Transferido da Casa Forte do Palácio das Necessidades
  • Centro de Fabrico: Saint-Denis (França)

Bibliografia

  • GUILLEBON, Regine de Plinvial de - Faïence et Porcelaine de Paris, XVIII-XIX siécles. Dijon: Ed. Fatou, 1995

Multimédia

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