Floreira
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Museu: Palácio Nacional de Queluz
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Nº de Inventário: PNQ 27/1
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Cerâmica
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: 1767/1771
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Dimensões (cm): Alt. 27,5 x Diâm. 5,5
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Descrição: Floreira moldada, circular de bojo cónico invertido, assente em base saliente, pequeno gargalo estrangulado rematado por bocal em anel sobre três socalcos concêntricos e perfurados, em faiança branca vidrada e decorada a azul, verde e ocre.
Bojo decorado por quatro festões de folhas de feto rematadas inferiormente por conjunto de três flores, intercalados por raminhos. A parte superior do bojo em forma de cúpula, é composto por três socalcos concêntricos -sendo estes perfurados alternadamente- para suporte isolado de flores, decorados por botão de flor azul e ocre, unidos por motivo vegetalista.
O gargalo pequeno e estrangulado, é delimitado por círculos azuis com raminhos de flores. Bocal em anel saliente.
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Origem/Historial: Fundo Antigo. Trata-se de um conjunto de 4 jarras provenientes das Coleções da Casa Real.
Já se encontravam no Palácio de Queluz antes de 1934, uma vez que são identificadas no Inventário dos Salvados (após o incêndio do Palácio, em Outubro de 1934), tendo o número 243.
- São referidas no Inventário dos Bens da Coroa e dos Objectos pertencentes à Real Capela de Queluz, dezembro de 1908 e Abril de 1910 (ANTT/AHMF – XX – z5 – 18 CX. 1587), onde é identificada com o n.º 16 a 19 "4 Jarras de loiça portugueza, chamada loiça da Fábrica do Rato. Forma de talha e com buracos". Este inventário de 1908/1910 foi feito por ocasião da transferência do Real Palácio de Queluz para a Fazenda Pública por decisão do Rei D. Manuel II.
- Na Relação dos Móveis e Objectos Salvados do Incêndio que destruiu o Palácio Nacional de Queluz em a noite de Quatro para Cinco de Outubro de 1934, tem o n.º 243 "quatro jarras de louça portuguesa da Fábrica do Rato, em forma de talhas com buracos (com os n.ºs. 16 a 19)". Estes n.º 16 a 19 remetem para o Inventario de 1908/1910.
- No Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1938 e de 1939 tem o n.º de ordem 27.
- No Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941 tem o n.º de ordem 119 .
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Incorporação: Casa Real (Fundo Antigo).
Nº de ordem: 119 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941. Valor da avaliação: 200$00 (PNQ 27)
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Bibliografia
- CAT. - Faianças Portuguesas - Colecção António Espírito Santo. Lisboa: Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva, 1998
- QUEIRÓS, José - Cerâmica Portuguesa. Aveiro: José Ribeiro Editor e Livraria Estante Editora, 1987
- SANDÃO, Arthur de - Faiança Portuguesa - Séculos XVIII e XIX. Barcelos: Livraria Civilização, 1983