Jarra

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 38/1
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1736/1795
  • Suporte: Porcelana branca
  • Técnica: Vidrado
  • Dimensões (cm): Comp. 9,5 x Alt. 20 x Larg. 8
  • Descrição: Jarra em forma de balaústre, oitavada, de secção elíptica, em porcelana branca com decoração azul-cobalto sob o vidrado. Apresenta oito faces, definidas alternadamente por sulco e aresta, sugerindo um recorte em chaveta. De ombro largo e achatado, "cintura" estreita, alargando ligeiramente para o exterior junto à base. Decoração contínua, com pavilhão chinês no meio dos rochedos, árvores e pássaros, paisagem de rio com barco, ponte e casas nas margens. A inserção do colo no ombro é feita por um traço azul de onde parte uma faixa com decoração de flores de lótus e ameixieira. O colo, também facetado, é decorado com pequenas flores.
  • Origem/Historial: Integra a relação de objetos transferidos do Convento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz, em 14 de novembro de 1921. Em 1894 foi arrolada com o nº 502 no Capítulo 2º dos "Outros objetos pertencentes ao culto divino que foram encontrados na egreja, capellas e oficinas do convento (…) Jarras - tres de loiça da India, estando duas em mau estado". Verba nº 393 do “Auto de arrolamento e conferência dos bens existentes no edifício do Convento e Santos-o-Novo e que são pertença do Património Nacional”, de 24 de outubro de 1921; "Tres (2) de loiça da India, estando duas em mau estado". (Verba nº 502)". Verba nº 393 do “Auto de remessa dos objectos pertencentes ao extinto Recolhimento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz” de 14 de novembro de 1921; "Tres (2) de loiça da India, estando uma partida (diferentes)". Nº 302 do inventário dos Salvados de 1934 (realizado após o incêndio que deflagrou no Palácio de Queluz, em outubro de 1934), conferido pelas verbas do inventário de Santos-o-Novo pertencentes aos objetos que foram remetidos para o Palácio Nacional de Queluz; Duas jarras de louça da Índia, estando uma partida e um pouco diferente. (Com o nº 393) (Parte)". Nº 38 dos Cadastros de 1938 e 1939; "Duas jarras de loiça da India (Japão) Nº 302 do inventário dos salvados; verba nº 393 de Santos-o-novo // Uma está partida e um pouco diferente // A lápis: São completamente diferentes, uma tem pintura azul e a outra policroma, a forma de uma é uma superfície (?) e a outra é facetada". Nº 38 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941 tem o número de ordem 106; "2 Jarras orientais, uma facetada, fundo branco e decoração a azul; alt.0,203m; mutilada; outra fundo branco, decoração colorida e ouro; base 0,083m x alt.0,241m (nº302 do inventário dos Salvados / nº393 de Stºs-o-Novo)". O Convento de Santos-o-Novo, também conhecido por antigo convento das Comendadoras da Ordem de Santiago, foi extinto a 9 de maio de 1895, o recheio foi distribuído por várias instituições (Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional de Queluz) e vendido em hasta pública. Toda a documentação referente ao Convento de Santos-o-Novo encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
  • Incorporação: N.º 393 do Convento de Santos-o-Novo, 1921; Nº 302 do Inventário dos Salvados, 1934; No Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, com número de ordem 106 .

Bibliografia

  • CAT. - Inventário do Palácio de Queluz - Colecção de Cerâmica. Lisboa: IPPAR, 2002

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